A Raposa e o Macaco
Embora o Hipócrita viva das aparências,
paradoxalmente, são exatamente as aparências que acabarão por revelar o tamanho
de sua Hipocrisia...
Numa grande reunião entre todos os
animais, que fora organizada com a
intenção de eleger um novo líder, foi solicitado que o Macaco fizesse sua
apresentação.
Ele se saiu tão bem com suas
cambalhotas, pantomimas, caretas e guinchos, que os animais ali presentes não
puderam deixar de ficar impressionados com toda aquela encenação e jogo
teatral.
E entusiasmados com tamanha
performance, daquele dia em diante, resolveram elegê-lo como seu novo Rei.
A Raposa, que não votara no Macaco,
estava aborrecida com os demais animais por terem eleito um líder, a seu ver,
tão desqualificado, já que levaram em conta apenas as aparências, o espetáculo,
o circo típico dos políticos, coisas que para ela, não tinha valor algum como
atributo pessoal.
Um dia, caminhando pela floresta, ela
encontrou uma armadilha com um pedaço de carne. Correu até o Rei Macaco e lhe
disse que encontrara um rico tesouro, mas, que nele não tocara, uma vez que por
direito, pertencia a sua majestade, claro, o Macaco.
O pretencioso e ganancioso Macaco,
embriagado com a vaidade de sua aparente importância, e de olho na prenda, sem
pensar duas vezes, seguiu a Raposa até a armadilha. E tão logo viu o pedaço de
carne ali agarrado, sem pensar duas vezes, estendeu o braço para pegá-lo.
Assim, acabou também ficando preso. A Raposa, ao seu lado, deu uma gargalhada e
exclamou:
"Imagine você que pretende ser
um Rei, e no entanto, mostra-se incapaz de cuidar até de si mesmo..."
Logo, passado aquele episódio, uma nova
eleição foi realizada entre os animais para a escolha de um novo governante, já
que o hipócrita fora desmascarado.
O
verdadeiro líder é aquele capaz de provar
para si mesmo suas qualidades...
As aparências externas pecam pela falta de consistência interna...
Fábulas de Exopo

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