sábado, 30 de julho de 2011

Não pare, continue tocando...



Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, a mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la.

Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito:

“ Proibida a entrada”.

Quando s luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá.
De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado no teclado, inocentemente catando as notas do “Cai, cai, balão” .
Naquele momento. O grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi a o piano, e sussurrou no ouvido do menino:

“Não pare, continue tocando”.

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do
baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa O público estava perplexo.

É assim que as coisa são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como um música graciosamente fluida. Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente .Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido:

“Não pare, continue tocando”...

Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida.
Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas.

Sendo assim, continue tocando e ...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando muda o jeito de olhar


Era uma onça danada! Dava conta de tudo o que acontecia no meio dos matos. Seu espírito crítico era felino e implacável. Tudo ela percebia e criticava! Nada lhe passava despercebido... Ela enxergava defeitos em tudo e em todos, com um olhar penetrante e atento! Soltava o verbo sem dó nem piedade...

Um dia, porém, aquela onça começou a sentir a vista meio cansada. Ela já não enxergava mais como antes... e resolveu consultar o oftalmologista de plantão. Falou-lhe de seu problema de perda de visão e o oftalmologista resolveu fazer uma cirurgia. Assim aconteceu e, cirurgia feita, a onça se mandou novamente pelos matos.

No entanto, algo de muito estranho estava acontecendo: agora, aquela onça estava enxergando coisas terríveis, tão horríveis como nunca antes havia enxergado! O que estaria acontecendo? Seria que as coisas haviam mudado tanto assim na vida da selva? Por que antes nunca tinha enxergado essas coisas? Como poderia estar acontecendo agora tanta coisa horrível?

Aquela onça passou a viver amedrontada, assustada com tudo o que via! E vivia inquieta, fugindo de um canto para outro, se escondendo para não enxergar as coisas... mas não tinha jeito; parecia que cada vez mais as coisas saltavam aos seus olhos, amedrontadores e terríveis...

Resolveu por fim ir de novo ao oftalmologista e contar o que estava acontecendo. Admirado, o oftalmologista examinou seus olhos... e logo, com muito espanto, descobriu o problema:
- Dona Onça – disse ele, a senhora me desculpe! O erro foi meu! Quando fiz a cirurgia nos seus olhos, eu me enganei... e deixei seus olhos voltados para dentro! Por isso, você estranhou o que estava vendo! Como seus olhos estavam para o lado de dentro você deixou de enxergar o que estava à sua volta e passou a ver o que está dentro de você! Mas, fique tranqüila! Agora mesmo eu resolvo o seu problema! É só questão de recolocar seus olhos na posição certa!

E assim fez! Uma nova cirurgia... e os olhos da onça voltaram à posição antiga! Ela voltou novamente para a selva... mas as coisas já não eram como antes. Ela enxergava diferente, agora. Era um jeito novo de ver as coisas... como nunca antes havia acontecido: ela olhava os outros bichos, observava tudo o que acontecia na selva... mas achava tudo mais normal e era mais compreensiva com as falhas dos outros... Seu olhar crítico de antigamente era agora um olhar misericordioso para com as fraquezas dos outros... simplesmente porque, depois de ter visto tanta coisa ruim quando seus olhos estavam voltados para dentro, nada mais a poderia assustar!... Aquilo que via agora nos outros, era muito pequeno... em comparação com aquilo que havia enxergado antes!

“O pior cego talvez nem seja aquele que não quer ver, mas sim aquele que é cego e pensa que vê!

Desconhecido