segunda-feira, 10 de junho de 2019

Viver como as flores


Viver como as flores


Mestre,  como faço para não me aborrecer?  Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam.
Pois viva como as flores, advertiu o mestre.
Como é viver como as flores?
Perguntou o discípulo.
Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.

Autor desconhecido
 


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Esopo e a língua


              Esopo e a língua


 Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.
Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?
Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. 
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
-- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo. -- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
-- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
-- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem -se as intrigas e as violências verbais. 
Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo?

 -- Indagou Esopo.
 Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
 Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.                                             Esopo   

domingo, 28 de outubro de 2018

Estamos aqui só de passagem



Estamos aqui só de passagem.

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
– Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
– E onde estão os seus?
– Os meus?! – surpreendeu-se o turista – Mas estou aqui só de passagem!
– Eu também… – concluiu o sábio.
“A vida na Terra é somente uma passagem… 
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e se esquecem de ser felizes.”
“Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual… Somos seres espirituais passando por uma experiência humana…

Autor desconhecido


Catadores de lindezas


Mensagem para um dia melhor
Catadores de lindezas
  
            De onde viemos… Simplesmente espetacular!
 “Eu venho de lá, onde o bem é maior. De onde a maldade seca, não brota. De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como bênção para gente. Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades. Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.
Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor. Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças.
Eu venho de um lugar onde criança é anjo, onde o jovem, é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria. Sabe, eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe acolhe agente.
Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, que é fé, carinho. Eu venho de lá e não estou sozinho, “EU SOU UM CATADOR DE LINDEZAS”. Eu sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem. Procuro bonitezas e bem querer, em todos os lugares e sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar. Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar.
          Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema, de alecrim...  Assim, sou eu, como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o meu ninho…Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe.
Eu e digo: tem sim, é fácil encontrar. Silencie... respire... desarme-se... perceba... Esse lugar é aqui pertinho. Esse lugar que pulsa amor é dentro da gente, é aqui na essência, está em cada um de nós.
Basta a gente buscar “para se transformar num catador de lindezas da vida. O lugar é o coração e o seu nome é amor.
Vamos ser CATADORES DE LINDEZAS DA VIDA
                                                                                 Rita Maidana

terça-feira, 21 de agosto de 2018

A balança


         A balança...

           Quando menino eu vivia brigando com Beto, meu melhor amigo Beto. Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me. Ela me ouviu e disse o seguinte:

- Vai buscar a sua balança e os blocos.
- Mas, o que tem isso a ver com o Beto? 
- Você verá... Vamos fazer uma brincadeira. Primeiro vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. Conte-me quais são. 
- Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhado daquele lado. 
- Você não tem nada mais a dizer? Eu não tinha e ela propôs:    Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança. Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você? Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança balançava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto.
Dei uma risada e mamãe observou:
Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida.
E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus. E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança nas pessoas.
                                                                                                   
  Desconheço o autor     

domingo, 8 de julho de 2018

A pedra





A pedra

O distraído nela tropeçou ..
O bruto a usou como arma.
O empreendedor  a usou  para construção..
O homem do campo cansado, usou-a como assento.
As crianças brincaram com ela.
Drumond poetizou-a.
Michelangelo fez com ela as mais belas esculturas,
David com ela matou Golias..
Jesus mandou removê-la para ressuscitar Lázaro.
Observe que a diferença não está na pedra,
Mas na atitude das pessoas.!
Não existe “pedra” no seu caminho que
você não possa aproveitá-la para o seu próprio
crescimento.
Que Deus lhe dê sabedoria, para saber
o que fazer com cada pedra que você encontrar
no seu caminho.
                                                       



sexta-feira, 6 de julho de 2018

Por que o ipê escolheu o inverno para florir



Por que o ipê escolheu o inverno para florir? 

Como estamos contemplando a beleza dos ipês lembrei-me das histórias contadas pelo pai de uma grande amiga.
Certa vez ouvi uma linda história sobre os ipês. 
- Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florescer e embelezar a terra.
Foi aquela alegria. Outono, Verão, Primavera, diziam!!!
Porém, Deus observou que nem uma da árvores escolhia a estação do inverno para florescer. Então parou a reunião é perguntou: - Por que ninguém escolhe a época do inverno?!?
Cada uma justificava a sua razão. Muito seco! Muito frio!.. Muita queimada!
Então, Deus pediu um favor: Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa para enfrentar o frio, a seca e as queimadas. E mais, no frio embelezar o mundo...
Todas as árvores ficaram em silêncio.
Foi então que uma árvore que estava quietinha, lá no fundo, balançou as folhas e disse com firmeza: - Eu vou!...
E Deus, com um sorriso, perguntou:
- Qual seu nome minha filha?!
- Me chamo ipê, Senhor!
As outras árvores ficaram espantadas com a coragem do ipê em querer florescer justamente no inverno.
Aí Deus respondeu:
- Por atender meu pedido, farei com que você floresça no inverno não só com uma cor, mas sim, com diversas cores chamativas e resplandecentes, para que também no inverno o mundo seja colorido. Como agradecimento, terás diferentes cores e texturas, sua linhagem será enorme e será uma das espécies mais admiradas.
E assim Deus criou uma das mais lindas árvores que da cor ao inverno. E por isso temos diversas qualidades de ipês: branco, roxo, roxo bola, roxo da mata, amarelo, rosa, amarelo do brejo, amarelo casca lisa, amarelo do cerrado, púrpura e tantas outras híbridas.
Que sejamos como os ipês, que saibamos florir nos invernos da vida!

Autor: José  Hermes Sandoval Braga, por Carminha Braga