quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Serpente e o Vaga-lume


Certa vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume...
O vaga-lume fugia rápido, com medo da feroz predadora
e a serpente nem pensava em desistir...
Fugiu um dia todo e ela não desistia, dois dias e nada...
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas:
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar...
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Te fiz algum mal?
- Não.
- Então, porque você quer acabar comigo?
- Simplesmente porque não suporto ver você brilhar!...
(Autor desconhecido)

Em nosso mundo há muita gente agindo como a serpente.
Isto chama-se “inveja”.
Esse sentimento se encontra no coração de todo o ser humano;
em alguns mais acentuado e em outros menos.
Toda vez que eu faço comparação comigo ou com o outro,
é sinal evidente da existência do foco da inveja dentro de mim.
É duro fazer esta constatação e aceitar.
Arranja-se mil e uma justificativas...
Ninguém gosta de ser taxado de invejoso/a...
Inveja, eu? Como? Estou com ciúmes!...
E o que é o ciúmes? Não é outra coisa senão a inveja de babadinho...
Bem disfarçadinha...
Procuremos valorizar as qualidades e o trabalho do outro.
Há lugar ao sol para todos/as.
Sua chama não diminui quando você passa a luz para o outro/a.

Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

domingo, 12 de setembro de 2010

Viver semeando



O próprio vento ao passar pelas fazendas deixa atrás de si os seus sinais.
As caravanas dos desertos deixam suas marcas e sinais nas areias.

As chuvas caindo deixam atrás de si esperanças semeadas. Sementes germinadas. Flores desabrochadas
O Sol, que passa no firmamento deixa atrás de si: calor, vida, luz e muita alegria.
E eu ? O que estou deixando atrás de mim ?

Não quero deixar apenas os sinais dos meus pés gravados em pedras, no chumbo ou no bronze.

Quero deixar mais do que palavras e lembranças...
Quero deixar minha vida,
meu corpo, minhas idéias, meus planos a serviço de meus irmãos.
Não quero ser uma tempestade que deixou atrás de si mortes,
destroços, sofrimentos, dores e lágrimas.

Quero ser o sol belo, fecundo, claro, cheio de fogo e calor que deixou atrás de si um dia repleto de paz, de amor, de calor de vida e luz.

Não quero ser a ventania levantando poeira, confundindo os peregrinos...
Não quero também atirar pedras em ninguém, nem lama na face de meus irmãos...

Quero passar a vida semeando, fazendo o bem.

Se não deixar obras gravadas em livros, em telas, nem em pedras, deixarei um gesto de amizade, um perdão, uma palavra de paz, um gesto de fé e de esperança.

Se não conseguir ser um artista, nem um pintor
com amor darei um pedaço de pão, um aperto de mão aos necessitados
e minha mensagem terá sido uma semente lançada no mundo.

Direi uma palavra a menos em hora de perturbação.

Direi uma palavra a mais na hora da paz, da felicidade.

Então terei deixado no mundo mais do que uma coleção,
uma galeria de artes e de esculturas.

Terei deixado no mundo esculpido a imagem de alguém que quis amar, que desejou e se esforçou para ser alguém idealista, corajoso e forte.

Serei uma pessoa que passou pelo mundo semeando
Deus em gestos e testemunhos.

Morema T. Soares