quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Pausa para balanço


Pausa para balanço

       


  2012 está prestes a se extinguir, carregando em seu bojo parcelas da nossa vida, dos nossos sonhos, e realizações... 
É comum nesta época encontrarmos nas portas dos estabelecimentos comerciais e outros mais o seguinte recado:
- “Fechado para balanço”. Isto é, para avaliar os ganhos e as possíveis perdas... O mesmo acontece com a nossa vida. Ao chegarmos ao término de mais um ano, seria bom também fazer um balanço de como  foi o nosso ano, nossos avanços e recuos, nossos ganhos e perdas, nosso crescimento e  acomodações...  Para isso é necessário verificar o conteúdo de nosso baú...       O que é preciso limpar, lavar, dar novo brilho e o que é urgente  se desfazer, lançar fora.

 Com os olhos de Deus veja todo o bem que você fez para as pessoas, toda a ajuda que você deu, a presença amiga que você foi, o anjo nos momentos em que alguém necessitava de um sorriso, um aperto de mão, um empurrãozinho, uma palavra de alento, etc., isto tudo ficou registrado no Livro da Vida.
Com o mesmo olhar de Deus veja o que deve ser lançado fora: as mágoas, a falta de perdão, de compreensão, de misericórdia para com os outros, a impaciência, a dureza nos julgamentos, as atitudes agressivas e soberbas, autoritárias, a falta de amor, o fechamento em si... etc.
Aproveite! Juntamente com os papéis velhos e amassados, jogue tudo no lixo  e comece tudo de novo, como se fosse o seu primeiro dia. Você vai ficar mais leve e seu baú não vai pesar tanto...
A vida é bela e inexplicável, mas vivê-la é uma arte. Ela nunca é uma reta, mas um caminho cheio de curvas e obstáculos imprevisíveis.
A vida exige que sejamos grandes observadores. O pior observador é aquele que não consegue sair de sua poltrona, que exalta ainda que sutilmente seu ego, seu feitos, seus diplomas, seus títulos de honra, e o seu “status” e não vibra, não exalta  a vida que pulsa dentro de si.
Pare! Faça uma pausa na sua vida! Tenha coragem de ser um/a pequeno/a aprendiz. Retome alguns caminhos, abra novos atalhos e aprenda esta básica lição: recomeçar tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias. “Recomeçar! Eis a palavra que deve animar o meu dia”.
Que você aprenda a erguer os seus olhos e enxergar continuamente o mistério e o encanto da existência, seja nas tormentas ou nos dias ensolarados, seja na solidão ou no conforto social, no anonimato ou nos dias de glória.
Não tenha medo das longas noites que a vida lhe trará. Possa você, aguardar sempre o amanhecer, pois o sol não deixa de brilhar para os amigos da paciência nem para os amantes da sabedoria.
Meu desejo é que você se encante cada dia mais pelo maravilhoso espetáculo de sua vida e que seus dias do Novo Ano e sempre sejam dias felizes mesmo diante das sombras e de todos os seus desertos.
Um Feliz e abençoado 2013!

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Jesus no coração de uma criança


Jesus no coração de uma criança



                   Cirurgião que encontrou Jesus NO CORAÇÃO DE UMA CRIANÇA!

            Amanhã de manhã eu vou abrir o teu coração - Explicava o cirurgião a uma criança.  E a criança interrompeu-o:  - Você encontrará Jesus dentro dele?
 O cirurgião olhou para ela e continuou:
    - Eu vou cortar uma parede do teu coração para ver a "ferida" que ele tem.
        - Mas quando você abrir o meu coração, encontrará Jesus lá? - a criança voltou a interrompê-lo. e olhou-os com espanto.  Dirigiu-se novamente à criança:
       - Quando eu tiver visto tudo o que não está bem, planejaremos o que  fazer em seguida, ainda com teu coração aberto. 
            - Mas você encontrará Jesus no meu coração? A Bíblia diz que Ele mora  lá. Todos que acre-ditam n'Ele dizem que Ele vive no coração. Então,  você vai encontrá-lo no meu coração! 
O cirurgião pensou que era suficiente e explicou-lhe:
       - Depois da operação, digo-te o que encontrei no teu coração. Fica combinado? Eu tenho a certeza que encontrarei um músculo cardíaco  danificado, baixa resposta de glóbulos vermelhos e fraqueza nas paredes e vasos. E, só depois disso, saberei o que posso fazer para  curar-te. 
       - Mas você também vai encontrar Jesus lá dentro, não vai? É a Sua  casa, Ele vive lá, está sem-pre comigo.  O cirurgião fartou-se dos comentários insistentes da criança, saiu e  foi para o seu con-sultório.  Começou a gravar os estudos prévios para a intervenção:
        - Aorta danificada, veia pulmonar deteriorada, degeneração muscular cardíaca massiva. Sem possibilidades de transplante, dificilmente curável. Terapia: analgésicos e repouso absoluto.     Prognóstico:... Fez uma pausa e em tom triste disse: - Morte nos primeiros anos de vida.
        Então, parou o gravador.
      - Por quê? - perguntou em voz alta. – Por quê acontecer isto com esta  criança? Deus colocou-a aqui, nesta dor, condenado-a a uma morte  precoce. Por quê?! De repente, Deus, nosso Criador, res-ponde:
      - O menino, minha ovelha, já não pertencerá ao teu rebanho, porque ele é parte de Mim e comigo  estará por toda a Eternidade. Aqui, no Céu, no Meu rebanho sagrado, já não sofrerá: será consolado de uma forma  inimaginável, para ti ou para qualquer outra pessoa. Os seus pais, um dia, unir-se-ão a ele, conhecerão a Paz e a Harmonia, juntos, no Meu Reino, e no Meu rebanho sagrado continuará crescendo.
      O cirurgião começou a chorar intensamente, mas sentiu ainda mais raiva, não entendia as razões. E replicou:
    - Tu criaste este menino e também o seu coração. Para quê? Para que morresse em poucos meses?
O Senhor respondeu-lhe:
     - Porque é tempo de regressar ao seu rebanho. A sua missão na Terra já se cumpriu. Há uns a-nos atrás, enviei uma ovelha com dons de médico  para que ajudasse os seus irmãos, mas com tantos conhecimentos na ciência esqueceu-se do seu Criador.  Então, enviei outra das minhas ovelhas, o menino enfermo, não para perdê-lo, mas sim para que a ovelha perdida há tanto tempo, com dotes de médico, voltasse para Mim.
        Então, o cirurgião chorou e chorou inconsolavelmente.
 Dias depois, após a cirurgia, o médico sentou-se ao lado da cama do menino enquanto os pais estavam do outro lado, à sua frente.  A criança acordou e, murmurando, perguntou imediatamente: 
            - Abriu o meu coração?
            - Sim. - respondeu-lhe o cirurgião.? 
            - O que encontrou? - perguntou o menino.
      -Tinhas razão: lá, reencontrei Jesus... Deus tem muitas maneiras para nos lembrar que devemos voltar para o Seu  lado.  Lê esta mensagem até ao fim. Eu quase a apaguei, mas fui abençoado  quando cheguei ao final.
  Deus, quando recebi esta mensagem pensei: "Eu não tenho tempo para isto... é inoportuno.". Imediatamente percebi que pensar daquela forma  é exatamente o que tem causado muitos dos pro-blemas no nosso mundo, atualmente.  Quando procuramos Deus, procuramo-Lo apenas nas igrejas. E só às  vezes, talvez ao domingo... Sim, gostamos de O ter na doença e, sobretudo, nas aflições, mas não temos um bocadinho de tempo sequer  para Ele, no trabalho ou nos tempos livres. Porquê? Por-que nas nossas  vidas pensamos muitas vezes: "Eu posso e devo controlar-me sozinho,  sem ajuda...".
  Que Deus me perdoe por eu não permitir que haja tempo ou lugar onde  Ele seja o PRIMEIRO  na minha vida. Devemos sempre ter tempo para  lembrar em TUDO o que Ele fez e faz por nós. Jesus disse: "Se tu te  envergonhas de Mim, Eu envergonhar-me-ei de ti diante de meu Pai".  Durante todo o dia, todos os dias, não tive tempo de dizer uma palavra  de encorajamento, nem de falar de Jesus, aos meus amigos; iriam rir-se de mim e eu ficaria com medo e vergonha...
       "Não há tempo, não há tempo. Há muito que fazer.
      - Era a minha reclamação constante. - "Não há tempo para Lhe dar as almas necessitadas, só na última hora, na  hora da morte.". Então, parei em pé diante do Senhor, olhei para Ele e permaneci de  cabeça baixa, já que em Suas mãos ele segurava um livro, o livro da  Vida. Deus deu uma vista de olhos no seu livro e disse: "Não encontro o teu nome... Uma vez estive a ponto de anotá-lo, mas faltou-me tempo.".  Tens agora tempo para reenviar esta mensagem?
       De todas as prendas que recebermos, uma oração é a melhor. Não custa nada e traz recompensas maravilhosas. Deus te abençoe! Que Deus te abençoe e te guarde.
      Não é curioso que quando chegar o momento de reenviar esta mensagem,  vais deixar de envi-ar a algumas pessoas da tua lista de contatos  porque não estás seguro(a) do que vão pensar de ti?
     Oro por todos aqueles que reenviarem esta mensagem a todos os seus contactos, porque eles serão abençoados por Deus de uma maneira  especial. Oro também por aqueles que ignorarão esta mensagem... para que encontrem o caminho da Verdade e da Felicidade, para que não sejam   uma ovelha perdida e voltem para o rebanho de Deus. 
                                            Autor desconhecido

domingo, 2 de dezembro de 2012

A Crítica


       A Crítica
Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo. Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.
         Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e perfumadas.
         Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça. Em seguida, colocou sobre a mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.
        Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos pequenina lagartixa, num frasco de vidro. Só então se dirigiu ao público perguntando:

O que é que os senhores estão vendo?
  • E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:
  • Um bicho!
  • Um lagarto horrível!
  • Uma larva!
  • Um pequeno monstro!
Esgotados breves momentos de expectação, a expositora considerou:
Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos!
Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa.
Não viram as flores, nem sentiram o seu perfume.
Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades.
Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante que acendi no início.
Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...
E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:
Nada mais tenho a dizer...
Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.
Acostumados a ver somente os fatos que denigrem a sociedade humana, volvemos o olhar para os detritos morais das criaturas.
Assim, criticamos a mídia por enfatizar as misérias humanas, os desvalores, as fofocas e as intrigas,mas, em verdade, isso tudo só vem a lume porque ainda nos comprazem. Em última análise, é o que vende!
Não há espaço para uma mensagem edificante, e os que teimam em veicular coisas e situações nobres, o fazem sob o peso de enormes dificuldades.
É imperioso atentarmos para os nossos valores ou desvalores, antes de levantarmos a voz para criticar a sociedade e os meios de comunicação em geral.
É importante observarmos os nossos interesses pessoais antes de gritarmos contra os governantes, sem esquecer que eles só ocupam os cargos depois de eleitos por nós.
Enfim, é relevante atentarmos para os que buscam divulgar o bem e o belo e candidatarmo-nos a engrossar essas fileiras.
Assim, com a exaltação do bem, em detrimento do mal, com a evidência da paz, em vez da guerra, com a elevação do perfume sobre os odores fétidos, a sociedade logrará sobrepujar as misérias, evidenciando as belezas e os atos de essência superior, e encontrada será a felicidade perene.
                                     Autor desconhecido

terça-feira, 30 de outubro de 2012

A mala de viagem


A mala de viagem

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou: 'Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?'
'É estranho', respondeu o viajante, 'mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.' Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou: 'Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?'
'Estou contente que me tenha feito essa pergunta', disse o viajante, 'porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.' Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.
Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias. E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal. (Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora?
Não. Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas estão carregando cargas sem perceber. Não é de se estranhar que estejam tão cansadas!
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias?
a. Pensamentos negativos.
b. Culpar e acusar outras pessoas.
c. Permitir que impressões tenebrosas descansem na mente.
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.
e. Auto-piedade.
f. Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia. Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.
                                   " Extraído do livro "Psycho-Pictography", de Vernon Howard.

Casa queimada


Casa queimada
  
Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem temente a Deus, e sabia que Deus o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.
Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada.
Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.
Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:
"Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"
Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo: "Vamos rapaz?"
Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo: "Vamos rapaz, nós viemos te buscar"
"Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"
"Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."
Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus queridos.
Quantas vezes "nossa casa se queima" e nós gritamos como aquele homem gritou? Na Bíblia, em Rm 8, 28 lemos que todas as coisa contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Às vezes, é muito difícil aceitar isto, mas é assim mesmo.

É preciso acreditar e confiar!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Comece o dia fazendo uma limpeza


   Comece o dia fazendo
                                    uma limpeza!                                                                      


Faça a dieta da alegria:
Um sorriso cada manhã!
Um agradecimento ao final do dia!

 Ÿ Varra de seu coração:

    A tristeza, a angústia, a aflição...

    Ÿ  Varra de sua vida:
     a inveja, a maledicência, a fofoca.

Ÿ  Varra de seu corpo:
     A preguiça, o tédio, os maus pensamentos.

Ÿ  Varra de seu caminho:
 O mau olhado, o mau agouro, o mau pressentimento.

    ŸDeixe fluir a alegria de sua alma.
Trabalhe seu corpo para o bem.
Agradeça por seu trabalho
E acima de tudo comece o seu dia com
FELICIDADE...

... Pois novos horizontes se aproximam novas conquistas e alegrias irão chegar
E temos que estar prontos pra receber tudo isso!...
                                                         
 Autor desconhecido

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A pedra da curandeira


A Pedra da curandeira


O viajante faminto reparou na pedra preciosa no saco da mulher, olhou-a com admiração e pediu à mulher que lha desse. A curandeira deu-lha sem hesitar.

O viajante partiu feliz com a sua sorte. Sabia que a jóia valia o suficiente para ele viver confortavelmente por muitos meses.
Mas, alguns dias mais tarde, regressou à procura da mulher.

Quando a encontrou devolveu-lhe
a pedra e disse-lhe:

- Estive a pensar... Sei quanto é valiosa esta pedra, mas eu devolvo-a na esperança de que me dês algo ainda mais valioso. Se puderes, dá-me aquilo que tens dentro de ti que te permitiu dar-me a pedra.

Autor desconhecido

domingo, 29 de julho de 2012

A Flor


                                                    A  Flor

         Conta-se que, por volta do ano 250 a. C. na China antiga, um príncipe da região da região norte do país estava às vésperas de se coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar. Sabendo disso, ele resolveu fazer um “disputa” entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta.
           No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desfio . Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu um leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe. E, ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir a celebração: “Minha filha, o que você fará lá ? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire essa ideia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura” , indagou incrédula.

     -    Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me “torna feliz”, respondeu a filha.

          À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

       - Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da China.

A proposta do príncipe não fugiu as profundas tradições dos chineses, que valorizam muito a especialidade de “cultivar” algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos, etc.

         O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura da sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

         Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor. Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado.

         Consciente do seu esforço e dedicação, a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

       Na hora marcada, estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais varadas formas e cores. Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena. Finalmente, chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por  todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa. As pessoas presentes tiveram  as mais inesperadas reações.

       Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente, o príncipe esclareceu:

“Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar imperatriz, a flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis”  explicou.

 Conclusão:  se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca. Você será sempre um vencedor.

Autor desconhecido

domingo, 8 de julho de 2012

A existência de Deus






A Existência de Deus

Quando Ketu completou doze anos de idade, foi mandado para um mestre, com o qual estudou até completar vinte e quatro. Ao terminar seu aprendizado, voltou para casa cheio de orgulho.
Disse-lhe o pai:
- Como podemos conhecer aquilo que não vemos? Como podemos saber que Deus, o Todo Poderoso, está em toda parte?
O rapaz começou a recitar as escrituras sagradas, mas o pai o interrompeu:
- Isso é muito complicado; não existe uma maneira mais simples de aprendermos sobre a existência de Deus?
- Não que eu saiba, meu pai. Hoje em dia sou um homem culto, e preciso desta cultura para explicar os mistérios da sabedoria Divina.
- Perdi meu tempo e meu dinheiro enviando meu filho ao mosteiro – reclamou o pai.
E pegando Ketu pelas mãos, levou-o a cozinha. Ali, encheu uma bacia com água, e misturou um pouco de sal. Depois, saíram para passear na cidade.
Quando voltaram para casa, o pai pediu a Ketu:
- Traga o sal que coloquei na bacia.
Ketu procurou o sal, mas não o encontrou, pois já se havia dissolvido na água.
- Então não vê mais o sal? – perguntou o pai.
- Não. O sal está invisível.
- Prova, então, um pouco da água da superfície da bacia. Como está ela?
- Salgada.
- Prova um pouco da água do meio: como está?
- Tão salgada como a da superfície.
- Agora prova a água do fundo da bacia, e me diz qual o seu gosto.
Ketu provou, e o gosto era o mesmo que experimentara antes.
- Você estudou muitos anos, e não consegue explicar com simplicidade como o Deus Invisível está em toda parte – disse o pai.
– Usando uma bacia de água, e  chamando de “sal” a Deus, eu poderia fazer qualquer camponês entender isso. Por favor, meu filho, esqueça a sabedoria que nos afasta dos homens, e torne a procurar a Inspiração que nos aproxima.
                                                                Autor desconhecido




domingo, 3 de junho de 2012

Arriscar e vencer




Arriscar e vencer

Em certa aldeia do Benin viviam três rapazes muito tristes. Parecia que tudo lhes dava errado na vida. Eram pobres: um possuía apenas um remo; o outro, uma flecha e um arco; e o terceiro, um turbante. Sonhavam com uma vida rica e com tudo de bom... Mas sentiam-se angustiados, pois se julgavam incapazes.
Um dia, um sábio ancião decidiu ajudá-los a perceber que tinham muito valor. Lançou-lhes um desafio: atravessar um rio fundo usando apenas o que tinham.
Ficaram apreensivos, cheios de medo.                             
Porém, um deles encheu-se de coragem, procurou um tronco, lançou-o na água e começou a remar até chegar ao lado oposto…
O segundo viu,  do outro lado do rio uma árvore muito alta. Pegou sua flecha e mirou a árvore, que caiu atravessada entre as duas margens. Correu por cima dela e atravessou o rio.
O terceiro ganhou coragem, atou uma pedra na ponta do turbante, que era uma tira bem comprida, e deu-lhe um nó de correr. Atirou a ponta para a outra  margem, prendeu-a no ramo de uma árvore. Amarrou a outra ponta do lado de cá e, agarrado ao turbante, conseguiu atravessar o rio.
Os três se abraçaram felizes. Conseguiram superar o obstáculo!
O Sábio ancião sorriu e disse-lhes:
“ A Vida é como um rio: quem arrisca e usa dos recursos e valores que possui, consegue sempre vencer!”
                       ( Mundo e Missão Jovem  - 2008, pg. 56 ).

Acolha esta parábola em seu coração e escute o que ela tem a lhe contar  e você  estará escutando a sua própria história.
Esta pequena história ajuda a pessoa  a “despertar”, a “acordar” para a realidade de sua grandeza como filho/a de Deus, da riqueza do seu potencial com que foi agraciado pelo Criador. Faz ver as luz que somos para nós mesmos/as e para os outros, reconhecendo que somos melhores e mais capazes do que supomos; faz tomar consciência de que a maturidade e nosso crescimento espiritual depende muito de cada um/a. Para bem construir é necessário nossa contribuição, pois as coisas não caem prontinhas do alto. É preciso vigiar, estar atento/a a tudo o que se passa no meu interior; saber ler a “ Teografia”... Téo = Deus; grafia= escrita. Saber ler as marcas do
Criador na minha vida, na minha história.
         “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”...( Gn 1, 28 ).
Frutificai, isto é, produzi frutos, desenvolvei vossos talentos... Crescei... não só fisicamente, mas na responsabilidade,  na maturidade,  na espiritualidade; produzi frutos, isto é, descobrir seus dons e colocá-los a serviço dos outros, da humanidade.
         “Enchei e dominai a terra”... Isto é,  cresçam, busquem, dominem a matéria no sentido de servir, de tornar o mundo melhor... e nunca de exercer o domínio,  manipular os irmãos, explorar,  comandar, exercer o “poder” sobre quem quer que seja.
         Mas, não contentar-se com a mesmice de sempre, com vôos rasantes, e sim buscar sempre mais a luz do alto para melhor viver o Projeto do Criador, a serviço do Reino  e dos irmãos.
         Afinal, para que estou neste mundo?
         Voltando o olhar para dentro de mim,  vou descobrindo os dons que posso ir desenvolvendo para colocá-los a serviço dos outros. Percebendo assim que tenho valores, que sou capaz de vencer os obstáculos ou contorná-los... Caso contrário, levarei comigo para o túmulo; terei sufocado os dons e talentos recebidos, muitas vezes, por medo de tentar, por medo de enfrentar o público, medo do fracasso, de me expor diante dos outros, ou simplesmente por ser acomodado/a. É melhor continuar adormecido/a, na mesmice de sempre, do que sair do meu centro.
Que tal? Reflita um pouco sobre  tudo isso e veja o que você pode mudar, o que você pode partilhar, dividir para o bem da sua família, da comunidade e da sociedade .

                                    Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

terça-feira, 8 de maio de 2012

Agulha e linha


Agulha e linha

                                                                                    
        Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela. Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria.
Outro teve a ideia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo.  Foi então alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha.
Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranquilo para a vida eterna. Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos. 
O trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos, e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.
 O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia.
Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis sim, mas passageiros. 
Todos precisamos nos agarrar mesmo às agulhas e às linhas de nossas vidas. Fazer bem o que está ao nosso alcance, no dia a dia, sempre será a melhor chave para entrar no Reino do Céu. Se isso ainda nos interessa.

     Autor desconhecido


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Viver como as Flores




Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam.
Pois viva como as flores, advertiu o mestre.
Como é viver como as flores?
Perguntou o discípulo.
Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.

Autor desconhecido

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Pedra


A Pedra
O distraído, nela tropeçou,
o bruto a usou como projétil,
o empreendedor, usando-a construiu,
o campônio, cansado da lida,
dela fez assento.
Para os meninos foi brinquedo,
Drummond a poetizou,
Davi matou Golias...
Por fim;
o artista concebeu a mais bela escultura.
Em todos os casos,
a diferença não era a pedra.
Mas o homem.

Antonio Pereira

(A todos os que acessarem este blog, que o autor do poema  "A Pedra" é Antonio Pereira ).

domingo, 4 de março de 2012

A outra margem


“Passemos para a outra margem” ( Mc 4, 35

Jamais conseguirei esquecer um certo refrão que ouvi uma vez ao amanhecer, no meio da multidão reunida na noite da véspera de uma grande festa.
-Levai-me até a outra margem, barqueiro, dizia o refrão.
-E acho que, no meio da incessante agitação de minha vida, estou sempre ouvindo esse chamado:
- Levai-me até a outra margem!
O carregador que puxa seu carrinho, canta:
- Levai-me até a outra margem!
O vendedor que anda pelas ruas oferecendo suas mercadorias canta:
-Levai-me até a outra margem!
- Mas, qual o significado desse chamado universal?
Sem dúvida alguma, ecoa a sensação que temos de não haver ainda chegado ao nosso destino.
No entanto, haveria algo mais? Onde está esta outra margem?
Seria algo diferente do que possuímos?
Estaria em outro lugar, além, deste, onde estamos?
Não, claro que não. O lugar onde procuramos nosso destino está no próprio coração de nossa atividade.
Estamos chamando para que nos levem ao próprio lugar onde já nos encontramos.
Na verdade, ó Oceano de prazer, esta margem e a outra que busco formam em ti uma única margem.
Quando digo: “esta minha margem”, a outra me parece estranha, e quando eu perco o sentido dessa plenitude que existe em mim, meu coração ansioso reclama “outra margem”.
Tudo que possuo e tudo que me parece alheio espera para ver-se reconciliado
por completo em teu amor.
Tagore

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Poderosas asas douradas


Um homem encontrou um ovo de águia e o colocou no ninho de uma galinha. A aguiazinha nasceu com a ninhada de pintinhos e cresceu ali com eles.
Durante toda a sua vida, a águia fez exatamente o que os pintinhos faziam, pensando que fosse galinha. Ciscava a terra à procura de minhocas e insetos. Cacarejava e bária as asas, arriscando um vôo rasante.
Passaram-se os anos, e a águia envelheceu. Um dia avistou no céu um pássaro majestoso. Ele voava de forma graciosa entre as fortes correntes de ar, quase não batendo as suas poderosas asas douradas.

A velha águia olhava para o céu admirada.
- Quem é aquela? – perguntou.
- A rainha das aves, a águia. Ela pertence ao céu. Nós pertencemos à terra: somos galinhas - respondeu-lhe a vizinha.
E assim, a águia viveu e morreu como galinha, pois era isso que ela pensava ser.
(Do livro: Canção do Pássaro – Anthony de Mello, SJ

Vamos refletir:
Esta história tem a ver algo comigo... faz-me lembrar a grandeza do ser humano, criado à Imagem e semelhança Deus, filhos/as queridos/as de Deus, dotados/as de inteligência, vontade, liberdade, e tantos dons; criados/as para as coisas do alto, como nos diz São Paulo.
Muitas vezes posso ter as mesmas atitudes da velha águia por falta de conhecimento próprio, dos e qualidades das quais sou portador/a
imitando o proceder da águia como se fosse uma galinha: ciscar a terra a procura de minhocas ou insetos; cacarejar e bater as asas, arriscando um vôo rasante... contentando-me com a mesmice de sempre... eu sou assim mesmo... todo mundo faz assim, eu também posso fazer.
Será que somente eu não vou descobrir o que há de bom e verdadeiramente valioso em mim, o potencial que trago escondido em mim mesmo/a?
E se eu mesmo/a não descubro... Quem poderá fazê-lo? Podem ajudar-me, mas nada mais... Vou viver e morrer sem saber quem sou... O que posso realizar... Para que estou neste mundo... Desconhecendo as minhas próprias riquezas... Vale a pena?
Por que me fechar, me encaracolar sobre mim mesmo/a escondendo-me ate de mim mesmo/a?
Entre em seu lugar sagrado, convide Jesus para que esteja em sua companhia, indique, mostre o seu potencial, os tesouros dos quais você é portador/a, por onde começar e depois colocar-se a serviço do Reino.
Agradeça a Deus a grande dádiva de ser criado/a à sua Imagem e semelhança, para ser feliz, para arriscar vôos nas alturas. Não tenha medo... segure na mão de Deus e vai... Comece a partir de agora.

Ir. Teresa Cristina Potrick, ISJ

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Algema do despreparo



Lígia Guerra

Aprenda a ver os desafios com um "olhar" de crescimento, não os transforme em prisões que impedem o seu desenvolvimento pessoal

O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.(Mario Quintana)

É incrível a capacidade humana de frustrar-se com as situações, das menores contrariedades aos grandes problemas conseguimos extrair algum tipo de lamentação. Em outras espécies animais, uma dificuldade encontrada é apenas mais um obstáculo a ser enfrentado, entre tantos outros na luta pela sobrevivência.

Isso ocorre, por que nós humanos costumamos nutrir um elevado nível de expectativa em torno das pessoas e dos fatos. Sempre esperamos que o outro seja simpático e cooperativo ou, que os nossos projetos na vida atinjam excelentes patamares de sucesso e reconhecimento.

No entanto, quando a realidade chega e temos que lidar com o que de fato as pessoas são e as situações nos devolvem, nem sempre recebemos o esperado.

Com isso surgem as frustrações que não deveriam ser tão conflitantes, mas sim, construtivas experiências de vida. Só que elas nos abatem, nos fazem muitas vezes crer que a vida não é lá essas coisas, que o mundo não nos valoriza! E por quê? Porque nós também alimentamos um elevado nível de expectativas em relação a nós mesmos, não conseguimos lidar com a nossa própria humanidade, com as nossas limitações.

Assim, criamos um ciclo vicioso de imaturidade. Por exemplo, é bastante comum ouvirmos pessoas dizerem que quando estão muito ansiosas comem mais ou, quando estão muito nervosas com alguma situação no trabalho, acabam extravasando em outros profissionais o seu descontrole. Nessa hora surge o mesmo raciocínio das pessoas que vão em liquidações: “Já que está barato, vou levar mais esse produto”, ou seja, “já que algo deu errado que se dane! Vou comer, vou brigar, vou me descontrolar, já que está tudo uma porcaria mesmo!”

Nesse exato momento você se torna refém de você mesmo, da sua insanidade, da sua incapacidade de crescer e enfrentar as vicissitudes de frente. Assim, somos algemados por nós mesmos, deixamos de atrair o que desejamos e passamos a atrair o que está em sintonia com o nosso próprio desequilíbrio.

E assim, recitando uma vez mais o genial Mário Quintana, narro mais um pensamento seu: “Esta vida é uma estranha hospedaria, de onde se parte quase sempre às tontas, pois nunca as nossas malas estão prontas e a nossa conta nunca está em dia.”

Portanto, cuide bem do seu momento atual, procure deixar as suas malas repletas de utensílios importantes, cuide porém para não levar bagagem extra, como situações ou conflitos mal resolvidos . Viva, não lamente. Até a próxima semana.