quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Como alcançar a graça de nunca julgar o próximo?



- Como posso alcançar a graça de nunca julgar o meu próximo? – perguntava o discípulo.
- Por meio da oração – respondeu-lhe o mestre.
- Mas então, por que ainda não alcancei essa graça?
- Porque não fizeste a oração no lugar devido.
- E qual é este lugar?
- O Coração de Deus!
- E como posso chegar a esse lugar?
- Compreendendo que a pessoa que peca não sabe o que faz e merece o perdão.

(Tony de Mello, “Quién puede hacer que amanezca?”, p. 30)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Lição das coisas


Vamos ser como o sol, que não possui nenhuma lista de endereços para enviar seus raios luminosos, ilumina e aquece o bom, e o mau, o americano, o russo e o brasileiro. No meu, no teu jardim ele faz com que as flores desabrochem; no meu, no teu pomar adoça e amadurece os nossos frutos.
Há muita noite triste por aí pedindo quem lhe leve o sol de uma alegria.
Vamos ser como a chuva que não tem mapas, com limites e fronteiras, para delimitar o campo a ser regado.
Há tanta vida seca por aí esperando uma gota de ternura!
Vamos ser como a fonte sempre ao alcance de qualquer um que estenda a mão, a mão ansiosa, em concha, negra ou branca, velha ou jovem, pouco importa... A fonte é uma perene oferta borbulhante
Há tanta gente sequiosa por aí pedindo quem lhe leve as águas da verdade!
Vamos ser como a árvore que não recolhe os galhos com seus frutos, quando chega algum pobre e seus ramos oferta a qualquer ave que queira fazer neles o seu ninho, quer seja canarinho de bom canto ou, talvez, um pardal inútil, barulhento!
Há tanto sofrimento por aí buscando um terno abraço no qual possa aninhar a sua dor.
Vamos ser como a terra que não vê cara ou nome, conta bancária ou posição social acolhe em si, em si abraça e em si fecunda a semente que cai, sem nunca olhar a cor da mão que a lança.
Há tanta terra boa por aí que espera quem lhe leve uma semente, semente de palavra e boa ação.
Vamos ser como o mar que acolhe, no seu seio generoso, grandes rios que têm nomes nos mapas e riachos anônimos, sem glória, as águas puras, transparentes, das montanhas e os sórdidos esgotos das cidades.
Há tanta consciência poluída por aí à espera de quem as acolha e purifique.
Vamos ser como as aves e cigarras que dão concertos grátis para todos, sem reclamar direitos autorais.
Há tato desespero por aí na espera ansiosa de quem lhes cante um hino de esperança.
Vamos ser como a lua e imitar as estrelas que não querem saber que é que está “lá embaixo”, antes de ornar o céu e de enfeitar a noite.
Há tanta noite escura por aí contando com o luar do teu amor e as estrelinhas benfazejas das tuas boas ações.
Então, vamos ser todos, vida afora, assim gratuitamente, alegremente, eternamente: sol, terra e mar, árvore, fonte, lua, estrela e ave!
Que alguém possa dizer que foi feliz, ao menos um segundo em sua vida, porque passamos pelo seu caminho1 ...
Autor desconhecido

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

É simples ser feliz


O homem sábio sempre aprende observando a natureza.
Veja como você também pode aprender a viver melhor com a fi-losofia do Bambu. Os Sete ensinamentos do bambu.
1. O bambu é flexível! Seja flexível, sem flexibilidade a vida e os relacionamentos se rompem.

2. O bambu cresce para cima e para baixo. Seja razão e emoção, o equilíbrio está em se apoiar em duas bases.. Você perde quando vê ou vive apenas um lado da situação.

3. Nunca se vê um bambu sozinho. Aprenda a viver em grupo e fortaleça a família e os amigos. Trabalhe em equipe; ninguém conse-gue realizar nada sozinho.

4. O bambu não tem galho. O galho desfoca, evite mudar no meio do caminho as prioridades que estabeleceu antes que sejam concluí-das.
5. O Bambu é vazio de si mesmo. Não carregue o passado dentro de você. Viva o presente e seja feliz!

6. O bambu tem nós para sustentá-lo. As adversidades e os pro-blemas podem deixar cicatrizes, mas são essenciais para desenvolver os nossos potenciais que sustentarão os nossos sonhos.

7. O bambu se aproxima de Deus com os pés na terá. Mantenha o seu vínculo com Deus, Ele pode tudo mas, sem esquecer da sua missão na terra.

Ilca A. Costa - Psicanalista
Fonte: Palestra P. Pachecão

domingo, 4 de setembro de 2011

Construindo pontes


Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito.
Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro.
Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam.
Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio.
Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão.
Estou procurando trabalho- disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar.
Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo.
- Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo.
Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito.
Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu.
O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra.
O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca!
Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho.
Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei.
No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos.
Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte.
O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias".
E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir."
E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato?
Pense nisso!
As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso.
Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação.
Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres.Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você.
E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade.
Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja.
Autor Desconhecido


sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Camponês e a Cobra



Fábula Russa

Uma serpente venenosa
Na casa de um campônio insinuou-se
E disse-lhe, bem maneirosa:
- Vizinho, salve! Hoje eu te trouxe notícia boa:
Vamos ser amigos!
Não mais tu temerás perigo de mim:
Regenerei-me, estou mudada...
Vê, minha pele até está trocada, sou outra, diferente duma vez!
Porém o nosso camponês – cachola muito sábia –
Não se enganou com a lábia da cobra e disse, com um bom pau na mão:
- Tua pele é nova, mas teu coração
Inda é o mesmo.
- E numa porretada a tal vizinha estava liquidada.




sábado, 30 de julho de 2011

Não pare, continue tocando...



Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, a mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la.

Tomando a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito:

“ Proibida a entrada”.

Quando s luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá.
De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no centro do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado no teclado, inocentemente catando as notas do “Cai, cai, balão” .
Naquele momento. O grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi a o piano, e sussurrou no ouvido do menino:

“Não pare, continue tocando”.

Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do
baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa O público estava perplexo.

É assim que as coisa são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como um música graciosamente fluida. Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente .Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido:

“Não pare, continue tocando”...

Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida.
Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas.

Sendo assim, continue tocando e ...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando muda o jeito de olhar


Era uma onça danada! Dava conta de tudo o que acontecia no meio dos matos. Seu espírito crítico era felino e implacável. Tudo ela percebia e criticava! Nada lhe passava despercebido... Ela enxergava defeitos em tudo e em todos, com um olhar penetrante e atento! Soltava o verbo sem dó nem piedade...

Um dia, porém, aquela onça começou a sentir a vista meio cansada. Ela já não enxergava mais como antes... e resolveu consultar o oftalmologista de plantão. Falou-lhe de seu problema de perda de visão e o oftalmologista resolveu fazer uma cirurgia. Assim aconteceu e, cirurgia feita, a onça se mandou novamente pelos matos.

No entanto, algo de muito estranho estava acontecendo: agora, aquela onça estava enxergando coisas terríveis, tão horríveis como nunca antes havia enxergado! O que estaria acontecendo? Seria que as coisas haviam mudado tanto assim na vida da selva? Por que antes nunca tinha enxergado essas coisas? Como poderia estar acontecendo agora tanta coisa horrível?

Aquela onça passou a viver amedrontada, assustada com tudo o que via! E vivia inquieta, fugindo de um canto para outro, se escondendo para não enxergar as coisas... mas não tinha jeito; parecia que cada vez mais as coisas saltavam aos seus olhos, amedrontadores e terríveis...

Resolveu por fim ir de novo ao oftalmologista e contar o que estava acontecendo. Admirado, o oftalmologista examinou seus olhos... e logo, com muito espanto, descobriu o problema:
- Dona Onça – disse ele, a senhora me desculpe! O erro foi meu! Quando fiz a cirurgia nos seus olhos, eu me enganei... e deixei seus olhos voltados para dentro! Por isso, você estranhou o que estava vendo! Como seus olhos estavam para o lado de dentro você deixou de enxergar o que estava à sua volta e passou a ver o que está dentro de você! Mas, fique tranqüila! Agora mesmo eu resolvo o seu problema! É só questão de recolocar seus olhos na posição certa!

E assim fez! Uma nova cirurgia... e os olhos da onça voltaram à posição antiga! Ela voltou novamente para a selva... mas as coisas já não eram como antes. Ela enxergava diferente, agora. Era um jeito novo de ver as coisas... como nunca antes havia acontecido: ela olhava os outros bichos, observava tudo o que acontecia na selva... mas achava tudo mais normal e era mais compreensiva com as falhas dos outros... Seu olhar crítico de antigamente era agora um olhar misericordioso para com as fraquezas dos outros... simplesmente porque, depois de ter visto tanta coisa ruim quando seus olhos estavam voltados para dentro, nada mais a poderia assustar!... Aquilo que via agora nos outros, era muito pequeno... em comparação com aquilo que havia enxergado antes!

“O pior cego talvez nem seja aquele que não quer ver, mas sim aquele que é cego e pensa que vê!

Desconhecido

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O rato e a ratoeira




Um rato, olhando por um buraco na parede, viu o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Mas ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da fazenda e advertiu a todos:
- Tem uma ratoeira na casa, tem uma ratoeira na casa!!!

A galinha, que andava ciscando de um lado para outro, levantou a cabeça e cacarejou:
- Desculpe, Sr. Rato, eu sei que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada. Ratoeiras não são para as galinhas, por tanto não corro nenhum perigo por causa da ratoeira.

O rato foi até o porco:
- Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe, Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüi-lo que o senhor será lembrado nas minhas preces - concluiu irônico.

O rato dirigiu-se então à vaca. Mas ela nem ligou para um animalzinho tão pequeno:
- Você acha que eu estou em perigo por causa de uma ratoeirazinha?
E mugiu despreocupada.

Então o rato voltou para casa, cabisbaixo e abatido, para encarar sozinho a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite, ouviu-se na casa o barulho característico da ratoeira pegando sua vítima.

A mulher do fazendeiro correu para ver o que tinha acontecido. No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha prendido a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.

Como a mulher continuava mal, amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazen-deiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que isso não lhe diz respeito, lembre-se: quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre perigo.

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A Ave e o Poço



Havia uma vez uma ave com plumagem cintilante e asas robustas que passava os dias planando sobre as árvores, deliciando-se com sua liberdade.
Um dia ela caiu num poço desativado. O poço era escuro e profundo, mas estava seco e a ave não se machucou. Ela foi esvoaçando para baixo até atingir o fundo e lá permaneceu, nada fazendo para tentar escapar, mergulhada em auto-comiseração.
Certamente morrerei aqui embaixo, lamentou-se. Que pobre ave desgraçada eu sou. O que fiz para merecer esse fim?
Quanto mais ela refletia sobre o seu suplício, mais se convencia de que alguém, que não ela, era culpado por ela estar no fundo do poço.
Não é culpa minha. É culpa do idiota que inventou de cavar esse poço, disse. Alguém deveria ter coberto a superfície, assim eu não teria caído aqui dentro. Porque ninguém me avisou do perigo de voar baixo demais perto de poços abertos? Nada disso é culpa minha.
E se pôs a pedir socorro aos passantes. Socorro! Socorro! Por favor me ajudem. Por favor, tirem-me daqui.
As pessoas olhavam para dentro do poço. Você tem asas, você pode voar, diziam. Por que você não se ajuda?
Se eu tentar voar aqui posso me machucar, lamuriava ela. As paredes do poço vão arranhar minhas asas. Não tenho culpa de estar presa aqui. Vocês têm de fazer algo para me tirar daqui.
As pessoas respondiam: Há muito espaço para você voar, se você tomar cuidado. Suas asas estão em forma. Você não se feriu. Você pode sair daí se realmente quiser.
A ave recusava-se a tentar. Ficou encolhida no fundo do poço, lamentando-se, gemendo alto para que todos ouvissem.
Ninguém liga para mim, esse é o problema. As pessoas são cruéis, não têm coração, ninguém quer saber de ajudar uma pobre criatura como eu.
As reclamações da ave atraíram tanta compaixão que, sem dar conta, ela começou a gostar de morar no poço. Cada vez menos pensava em escapar, até que nem mais lhe passava pela cabeça tentar. Suas asas atrofiaram de forma que, mesmo se quisesse, não podia mais voar e reconquistar a liberdade. Nem ela nem ninguém mais poderia ajudá-la.
E assim, alvo de pena de todos e de si própria, a ave viveu o resto da vida presa e infeliz no fundo do poço. O desejo de ser alvo de compaixão e de ser o centro das atenções pode aleijar-nos e impedir-nos de realizar todo o nosso potencial.
(Desconheço o autor)

domingo, 22 de maio de 2011

A corrida dos Sapinhos



Era uma vez uma corrida de sapinhos...O objetivo era atingir o alto de uma grande torre...Havia no local uma multidão de sapinhos para assistir.Como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem chegar ao alto da torre, o que mais se ouvia era "Que pena! Coitados dos sapinhos. Não vão conseguir e ainda vão se esborrachar no chão. Muitos sapinhos começaram a desistir.
Havia um que não desistia e tentava e tentava alcançar o topo da torre. Os sapinhos foram caindo um a um. Mas aquele sapinho persistia. Só restava ele. Horas depois, arfante, chegou ao topo da torre.
Ao final, aclamado pela multidão, perguntaram-lhe por que não havia desistido como os demais.
Foi aí que descobriram que ele era surdo.
Não permita que algumas pessoas com o péssimo hábito de desejar o mal e desmotivar os outros consigam fazê-lo desistir de seus objetivos.
Às vezes vale a pena se fazer de surdo.
Pense nisso.
(Folclore Japonês)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A borboleta azul



Charles Barreto Moudestte

Havia um viúvo que morava com suas duas jovens filhas,
meninas muito curiosas e inteligentes.
Suas filhas sempre faziam-lhe muitas perguntas. Algumas ele sabia responder,
outras não fazia a mínima idéia da resposta.
Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas,
enviou-as para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.
Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.
Já muito impacientes com essa situação, pois constataram
que o velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta
que o sábio não saberia responder.
Passaram-se alguns dias e uma das meninas
apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:
- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!
- O que vais fazer? – perguntou a outra menina.
- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos.
Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.
Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu.
Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente,
esmagá-la e assim matá-la.
Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.
As duas meninas foram, então ao encontro do sábio,
que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.
A menina aproximou-se e perguntou:
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio,
está ela viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você ... ela está em suas mãos ...
Assim é a nossa vida, é o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém porque deu errado.
O insucesso é apenas um oportunidade de começar novamente
com mais inteligência.
Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos).
Nossa vida estás em nossas mãos – como a borboleta azul –
Cabe a nós escolher o que fazer com ela, só a nós;
não deixemos ninguém interferir nisso.

Cada um é um Rio


O grande objetivo do rio é tornar-se mar.
Para chegar até lá é preciso que
encare muitos obstáculos: pedras, serras,
barragens construídas pela tecnologia ...
O rio não pára, caminha...
Ele sabe o que quer.
As intempéries da natureza
servem para amadurecê-lo; torná-lo mais forte.
Foi criado para ser mar.
Não perde tempo.
Não fica parado, esperando que
as pedras e as barragens saiam da frente para ele passar.
Elas não saem !
O rio as enfrenta e as rompe, e segue o seu percurso.
Afinal, a sua meta é tornar-se mar ...
“O rio atinge seu objetivo porque aprendeu a contornar os obstáculos”.
No mundo das pessoas é a mesma coisa.
Cada um é um rio. Existe para coisas grandes.
Não se pode ficar agarrado a ninharias, que nada dizem para nada servem.
As barreiras, as pedras, as intempéries
também existem no mundo das pessoas.
O importante é que cada um saiba,
como o rio, romper, vencer, contornar os obstáculos,
tendo um ideal que o impulsiona, lançando-o
para frente e para o alto ...

Vicente Carvalho

segunda-feira, 4 de abril de 2011

As Três Peneiras

Olavo foi transferido de projeto; logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: -Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
-Espere um pouco - disse o chefe a Olavo. -O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
-Peneiras? Que peneiras, chefe?

- A primeira, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
-Não, não tenho. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...

Novamente Olavo é interrompido pelo chefe: -Então, sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
-Claro que não! Deus me livre, chefe - diz Olavo, assustado.

-Então - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira que é a NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
-Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo surpreendido.
-Pois é, Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o chefe sorrindo, e continua: -Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: Verdade - Bondade - Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-la adiante, porque:
PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS
PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS
PESSOAS MEDÍOCRES FALAM SOBRE PESSOAS

terça-feira, 22 de março de 2011

Lição de vida

Certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram-lhe:

- Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nós nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficarmos sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a nossa morte. Há algo que possamos fazer a respeito disso?

E o velho EMOCIONADO ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra disse:
- Há uma coisa a fazer, mas é uma tarefa muito DIFÍCIL e SACRIFICADA. Tu Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com VIDA, até o terceiro dia depois da lua cheia.

E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono. Lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura e logo partiram para cumprir a missão.
No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido,

-E agora, o que faremos? – Os jovens perguntaram.
- Peguem as aves e amarrem uma na outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar mas, conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar. Então o velho disse:

- Jamais esqueçam o que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a Águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde começarão a machucar um ao outro.
Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados! Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias Asas .
• Essa é a verdade nos relacionamentos e também nas relações familiares, de amizade e profissionais.
• Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.
• A Lição principal é saber que somente as pessoas livres serão capazes de amá-lo como você quer e merece.
• Respeite também as suas vontades e voe em direção as realizações da sua vida.
• Ao ser livre você encontrará pessoas felizes que adorarão voar ao seu lado.
Autor desconhecido

quarta-feira, 16 de março de 2011

Uma lenda chinesa


Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra.
Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra,que criticava cada vez mais com insistência. Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não suportando por mais tempo a idéia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:
- “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente.
Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito
cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas”.
Lin respondeu: Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”. Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra.
Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra.
E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durantes estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava
muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.
As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar
o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:
“Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa
mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou.”
Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu.
As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que
lhe começaste a dedicar”.
Na China, há um provérbio que diz: “A pessoa que ama os outros também será amada”. E os árabes têm outro provérbio: “O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos”.
As pessoas que mais nos dão dor de cabeça hoje poderão vir a ser as que mais nos darão alegrias no futuro.
Invista nelas... cative-as, ouça-as, cruze seu mundo com o mundo delas. Plante sementes. Não espere o resultado imediato... colha com paciência.
Esse é o único investimento que jamais se perde. Se as pessoas não ganharem, você, pelo menos, ganhará: Paz interior, experiência e consciência
de que fez o melhor.

Desconheço o autor

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Carroça


Certa manhã, meu pai convidou-me a dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.
Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Aparei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça...
- Isto mesmo, disse meu pai. É uma carroça vazia.
Perguntei a meu pai:
- Como pode saber que a corroça está vazia, se ainda não vimos ?
- Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber que uma carroça está vazia, por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, inoportuna, interrompendo a conversa de todo mundo, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo ...
Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho.

Desconheço o autor

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Os dois Potes


Havia dois grandes potes que, num canto do quintal, falavam entre si:
-Ah! Que tédio! Que vida! Viver aqui, exposto a tudo, sol, vento.chuva,calor... por mais que eu me proteja, como sobreviverei? Aqui estou, perfeitamente tampado, lacrado para proteger-me e ainda assim sinto-me, vazio. Não vejo graça em estar aqui.
Tranquilamente retrucava o outro pote:
- Veja, eu me encontro aqui, aberto, nada me protege a boca, ou melhor, o meu interior. Cai a chuva, eu a recebo. Vem o vento, eu o sinto bem dentro de mim. Vem o sol e me leva as gotinhas que retornam para o céu. E nem por isso me sinto ameaçado...
- Ora, grandes vantagens! Seu interior não guarda mais a cor original como o meu, sua cor é da vez mais diferente. Você não é mais o mesmo!
Sim, e isso me alegra, o meu interior se t4ransforma a cada dia, à medida que novas coisas me penetram. Posso sentir cada criatura que me visita e cada uma delas deixa algo de si para im, assim como deixo para elas um pouco de minha cor.
- É, mas você não tem mais paz. A todo instante, você é solicitado, carregam você todos os dias para levar água, ao passo que eu permaneço no meu lugar. Ninguém me incomoda. Quando se aproximam, já sei que é você que eles querem.
- Sim, se solicitam é porque tenho algo a dar, e o que dôo não é diferente do que você pode dar. Deixo-me encher pela água que cai da chuva, tanto sobre mim quanto sobre você. Encho-me até transbordar. Outros seres precisam desta água e eu sirvo. Me esvazio e me deixo encher novamente. Assim, minha vida é um constante dar e receber Enquanto isso me desinstalo, saio do meu pequeno mundo e vou ao encontro de outros mundos. Já conheci potes diversos, animais, pessoas, tantas coisas e seres! E cada um me fez perceber ainda mais pote que sou,
- Não sei, se continuar assim, brevemente serás um pote quebrado, gasto e, então, do que adiantará tudo isso?
_ Creio que se me desgasto a cada dia é para ser possível levar a vida a outros seres. Vejo que o mais importante não é ser um pote intacto, tal como fui feito, mas um pode de valor como estou me tornando... Se vou durar pouco tempo não importa, se o pouco que viver tiver sentido, me trouxer alegria e me fizer sentir cada vez mais o que é ser pote. Isto me basta!...
Já era tarde, o sol já havia se escondido quando os dois potes se cansaram de falar. O pote aberto sentindo-se cansado, logo adormeceu, o que não foi possível para o outro pote, ele não conseguia dormir, pois algumas palavras ditas pelo companheiro lhe vinham à mente e não deixam em paz:
Na manhã seguinte um pote acordava e o outro dormia, porque fora grande o seu esforço durante a noite para tirar a tampa que o acompanhava há tanto tempo.

Autor desconhecido

domingo, 23 de janeiro de 2011

Aquarela da vida


Deus nos dá as tintas...
Mas somos nós que pintamos a tela, o quadro da vida.
Que bom seria se conseguíssemos colorir e recriar o mundo, trazendo o eterno para dentro do tempo, repintando de azul celeste e verde-esperança as paisagens áridas do cotidiano sem horizontes., neste século desumanizado, agressivo e opressor.
Deus nos concedeu a vida para dela fazermos uma obra –prima.

Léon Tolstoi avisa que “o único templo verdadeiramente sagrado é um grupo de pessoas reunidas na fé, no amor”.

Definitivamente, o AMOR e a ESPERANÇA são os dois melhores pincéis do mundo.
Sem eles, a aquarela da vida se transforma num imenso borrão de machucar os olhos e de doer no coração.
Pe. Roque Schneider, SJ