quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Esopo e a língua


              Esopo e a língua


 Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia. Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da Terra está à venda no mercado.
Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?
Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da Terra. Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho. 
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
-- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo. -- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

Pela língua os ensinos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos. Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
-- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
-- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
Por que vos admirais de minha escolha? Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios. Através dela tecem -se as intrigas e as violências verbais. 
Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido. Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social. Acaso podeis refutar o que digo?

 -- Indagou Esopo.
 Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
 Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.                                             Esopo   

domingo, 28 de outubro de 2018

Estamos aqui só de passagem



Estamos aqui só de passagem.

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio.
O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco.
– Onde estão seus móveis? Perguntou o turista.
E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também:
– E onde estão os seus?
– Os meus?! – surpreendeu-se o turista – Mas estou aqui só de passagem!
– Eu também… – concluiu o sábio.
“A vida na Terra é somente uma passagem… 
No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente e se esquecem de ser felizes.”
“Não somos seres humanos passando por uma experiência espiritual… Somos seres espirituais passando por uma experiência humana…

Autor desconhecido


Catadores de lindezas


Mensagem para um dia melhor
Catadores de lindezas
  
            De onde viemos… Simplesmente espetacular!
 “Eu venho de lá, onde o bem é maior. De onde a maldade seca, não brota. De onde é sol, mesmo em dia de chuva e a chuva chega como bênção para gente. Lá sempre tem uma asa, um abrigo para proteger do vento e das tempestades. Eu venho de um lugar que tem cheiro de mato, água de rio logo ali e passarinho em todas as estações.
Eu venho de um lugar em que se divide o pão, se divide a dor e se multiplica o amor. Eu venho de um lugar onde quem parte fica para sempre, porque só deixou boas lembranças.
Eu venho de um lugar onde criança é anjo, onde o jovem, é esperança e os mais velhos são confiança e sabedoria. Sabe, eu venho de um lugar onde irmão é laço de amor e amigo é sempre abraço. Onde o lar acolhe para sempre, como o coração de mãe acolhe agente.
Eu venho de um lugar que é luz mesmo em noite escura. Que é paz, que é fé, carinho. Eu venho de lá e não estou sozinho, “EU SOU UM CATADOR DE LINDEZAS”. Eu sobrevivo de encantamento, me alimento do que é bom, do bem. Procuro bonitezas e bem querer, em todos os lugares e sobrevivo do que tem clareza e só busco o que aprendi a gostar. Não esqueço de onde venho e vou sempre querer voltar.
          Meu lugar se sustenta do bem que encontro pelo caminho, junto a maços de alfazema, de alecrim...  Assim, sou eu, como passarinho carregando a bagagem de bondade, catando gravetos de cheiro, para esquentar e sustentar o meu ninho…Talvez a vida tenha feito você acreditar que este lugar não existe.
Eu e digo: tem sim, é fácil encontrar. Silencie... respire... desarme-se... perceba... Esse lugar é aqui pertinho. Esse lugar que pulsa amor é dentro da gente, é aqui na essência, está em cada um de nós.
Basta a gente buscar “para se transformar num catador de lindezas da vida. O lugar é o coração e o seu nome é amor.
Vamos ser CATADORES DE LINDEZAS DA VIDA
                                                                                 Rita Maidana

terça-feira, 21 de agosto de 2018

A balança


         A balança...

           Quando menino eu vivia brigando com Beto, meu melhor amigo Beto. Um dia, quando corri para casa e procurei mamãe para queixar-me. Ela me ouviu e disse o seguinte:

- Vai buscar a sua balança e os blocos.
- Mas, o que tem isso a ver com o Beto? 
- Você verá... Vamos fazer uma brincadeira. Primeiro vamos colocar neste prato da balança um bloco para representar cada defeito do Beto. Conte-me quais são. 
- Fui relacionando-os e certo número de blocos foi empilhado daquele lado. 
- Você não tem nada mais a dizer? Eu não tinha e ela propôs:    Então você vai, agora, enumerar as qualidades dele. Cada uma delas será um bloco no outro prato da balança. Ele não deixa você andar em sua bicicleta? Não reparte o seu doce com você? Ela foi colocando os blocos do outro lado. De repente eu percebi que a balança balançava. Mas vieram outros e outros blocos em favor do Beto.
Dei uma risada e mamãe observou:
Você gosta do Beto e ficou alegre por verificar que as suas boas qualidades ultrapassam os seus defeitos. Isso sempre acontece, conforme você mesmo vai verificar ao longo de sua vida.
E de fato. Através dos anos aquele pequeno incidente de pesagem tem exercido importante influência sobre meus julgamentos. Antes de criticar uma pessoa, lembro-me daquela balança e comparo seus pontos bons com os maus. E, felizmente, quase sempre há uma vantagem compensadora, o que fortalece em muito a minha confiança nas pessoas.
                                                                                                   
  Desconheço o autor     

domingo, 8 de julho de 2018

A pedra





A pedra

O distraído nela tropeçou ..
O bruto a usou como arma.
O empreendedor  a usou  para construção..
O homem do campo cansado, usou-a como assento.
As crianças brincaram com ela.
Drumond poetizou-a.
Michelangelo fez com ela as mais belas esculturas,
David com ela matou Golias..
Jesus mandou removê-la para ressuscitar Lázaro.
Observe que a diferença não está na pedra,
Mas na atitude das pessoas.!
Não existe “pedra” no seu caminho que
você não possa aproveitá-la para o seu próprio
crescimento.
Que Deus lhe dê sabedoria, para saber
o que fazer com cada pedra que você encontrar
no seu caminho.
                                                       



sexta-feira, 6 de julho de 2018

Por que o ipê escolheu o inverno para florir



Por que o ipê escolheu o inverno para florir? 

Como estamos contemplando a beleza dos ipês lembrei-me das histórias contadas pelo pai de uma grande amiga.
Certa vez ouvi uma linda história sobre os ipês. 
- Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florescer e embelezar a terra.
Foi aquela alegria. Outono, Verão, Primavera, diziam!!!
Porém, Deus observou que nem uma da árvores escolhia a estação do inverno para florescer. Então parou a reunião é perguntou: - Por que ninguém escolhe a época do inverno?!?
Cada uma justificava a sua razão. Muito seco! Muito frio!.. Muita queimada!
Então, Deus pediu um favor: Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa para enfrentar o frio, a seca e as queimadas. E mais, no frio embelezar o mundo...
Todas as árvores ficaram em silêncio.
Foi então que uma árvore que estava quietinha, lá no fundo, balançou as folhas e disse com firmeza: - Eu vou!...
E Deus, com um sorriso, perguntou:
- Qual seu nome minha filha?!
- Me chamo ipê, Senhor!
As outras árvores ficaram espantadas com a coragem do ipê em querer florescer justamente no inverno.
Aí Deus respondeu:
- Por atender meu pedido, farei com que você floresça no inverno não só com uma cor, mas sim, com diversas cores chamativas e resplandecentes, para que também no inverno o mundo seja colorido. Como agradecimento, terás diferentes cores e texturas, sua linhagem será enorme e será uma das espécies mais admiradas.
E assim Deus criou uma das mais lindas árvores que da cor ao inverno. E por isso temos diversas qualidades de ipês: branco, roxo, roxo bola, roxo da mata, amarelo, rosa, amarelo do brejo, amarelo casca lisa, amarelo do cerrado, púrpura e tantas outras híbridas.
Que sejamos como os ipês, que saibamos florir nos invernos da vida!

Autor: José  Hermes Sandoval Braga, por Carminha Braga


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Deus nunca erra



DEUS NUNCA ERRA!

Um rei que não acreditava na bondade de DEUS, tinha um servo que em todas as situações lhe dizia: 
Meu rei, não desanime porque tudo que Deus faz é perfeito, Ele não erra!

Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que sua majestade perdesse um dedo da mão. Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse:
          Deus é bom? Se Ele fosse bom eu não teria sido atacado e perdido o meu dedo.
O servo apenas respondeu: Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bom, e Ele sabe o porquê de todas as coisas. 
          O que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para uma outra caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos.
          Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no: ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses.

Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente.  Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida:
- Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto o defende, fosse preso?
Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: = tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra! 
         Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem, esquecendo-nos que nada é por acaso e que tudo tem um propósito. Toda a manhã ofereça seu dia a Deus.

         Peça para Deus inspirar os seus pensamentos, guiar os seus atos, apaziguar os seus sentimentos. 
        E nada tema, pois DEUS NUNCA ERRA!

        Sabe por que você recebeu essa mensagem? Eu não sei, mas Deus sabe, pois Ele nunca erra. O caminho de Deus é perfeito e a sua palavra sem impureza. Ele é o caminho de todos que nele confiam, como diz em 2 Sm 22,31.
       Com certeza essa mensagem chegou em boa hora até você.  Deus está colocando em seu coração o desejo de enviar essa mensagem para alguém.  Faça isso não se envergonhe, você irá mandar para pessoa certa, sabe por quê ?
         Deus sabe disso muito bem ... Deus nunca erra!
Desconheço o Autor

quarta-feira, 16 de maio de 2018

A raposa e o macaco


A Raposa e o Macaco

        Embora o Hipócrita viva das aparências, paradoxalmente, são exatamente as aparências que acabarão por revelar o tamanho de sua Hipocrisia...


    Numa grande reunião entre todos os animais, que fora organizada com a intenção de eleger um novo líder, foi solicitado que o Macaco fizesse sua apresentação.
Ele se saiu tão bem com suas cambalhotas, pantomimas, caretas e guinchos, que os animais ali presentes não puderam deixar de ficar impressionados com toda aquela encenação e jogo teatral.
         E entusiasmados com tamanha performance, daquele dia em diante, resolveram elegê-lo como seu novo Rei.
       A Raposa, que não votara no Macaco, estava aborrecida com os demais animais por terem eleito um líder, a seu ver, tão desqualificado, já que levaram em conta apenas as aparências, o espetáculo, o circo típico dos políticos, coisas que para ela, não tinha valor algum como atributo pessoal.
      Um dia, caminhando pela floresta, ela encontrou uma armadilha com um pedaço de carne. Correu até o Rei Macaco e lhe disse que encontrara um rico tesouro, mas, que nele não tocara, uma vez que por direito, pertencia a sua majestade, claro, o Macaco.
     O pretencioso e ganancioso Macaco, embriagado com a vaidade de sua aparente importância, e de olho na prenda, sem pensar duas vezes, seguiu a Raposa até a armadilha. E tão logo viu o pedaço de carne ali agarrado, sem pensar duas vezes, estendeu o braço para pegá-lo. Assim, acabou também ficando preso. A Raposa, ao seu lado, deu uma gargalhada e exclamou:
     "Imagine você que pretende ser um Rei, e no entanto, mostra-se incapaz de cuidar até de si mesmo..."
     Logo, passado aquele episódio, uma nova eleição foi realizada entre os animais para a escolha de um novo governante, já que o hipócrita fora desmascarado. 

O verdadeiro líder é aquele capaz de provar
 para si mesmo suas qualidades...

             As aparências externas pecam pela falta de consistência interna...

                                                                                                            Fábulas de Exopo

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A lição do silêncio




A LIÇÃO DO SILÊNCIO

Um fazendeiro descobriu que tinha perdido o relógio no celeiro, muito valioso e de grande valor sentimental. Após extensa procura em vão, ele recorreu à ajuda de um grupo de crianças e prometeu uma valiosa recompensa para quem encontrasse o seu relógio.
Quando o fazendeiro estava prestes a desistir, um menino lhe pediu uma chance para tentar, já que todos os outros não conseguiram.
Por que não? Seria uma tentativa a mais.
Então, o fazendeiro autorizou o menino a entrar no celeiro. Depois de um tempo, o menino saiu com o relógio em sua mão!!!
Todos ficaram espantados.
Então o fazendeiro perguntou: “Como conseguiu encontrar?”
O menino respondeu: “Eu não fiz nada a não ser ficar sentado no chão.
No silêncio, eu escutei o tique-taque do relógio e apenas olhei para a direção certa.”
Uma mente em Paz pode pensar melhor do que uma mente confusa. Dê alguns minutos de silêncio à sua mente todos os dias, pois assim você ouvirá a voz de Deus que te conduzirá na direção certa e lhe ajudará a definir a sua vida!
Que nós possamos silenciar, porque só no silêncio, podemos ouvir a voz de Deus.
Autor desconhecido
Reflexão:
“Na natureza, encontramos preciosas lições a nos dizer que o verdadeiro poder anda de mãos dadas com a quietude. São muitos os acontecimentos que se dão em silêncio. O sol nasce e se põe em profunda calma, penetra suavemente pela vidraça de uma janela, sem a quebrar.
Acaricia as pétalas de uma rosa, sem a ferir, beija a face de uma criança adormecida, sem a acordar.
O oxigênio, poderoso mantenedor da vida, penetra em nossos pulmões, circula discretamente pelo nosso corpo, e nem lhe notamos a presença.
Aprenda, com o silêncio, a ouvir os sons interiores da sua alma.
Aprenda, com o silêncio, a respeitar o seu eu, a valorizar o ser humano que você é, a respeitar o templo que é o seu corpo e o santuário que é a sua vida.
Aprenda, com o silêncio, a valorizar o seu dia e a sua vida. A enxergar em você as qualidades que possui e descobrir as imperfeições, despertando a consciência para o que precisa ser aprimorado.
Aprenda, com o silêncio, que a vida é boa, que nós só precisamos olhar para o lado certo, ouvir a música certa, ler o livro certo e escolher as devidas companhias.
Aprenda, com o silêncio, a relaxar, mesmo no pior trânsito, na maior das cobranças, nos momentos de dificuldade e de maior discórdia, calando-se para evitar futuros desafetos.
Aprenda hoje, com o silêncio, que gritar não traz respeito. Que apenas ouvir, em muitos momentos, é melhor do que falar.
Aprenda, com o silêncio, a aceitar alguns fatos, a ser humilde, deixando o orgulho de lado e evitando reclamações vazias e sem sentido.
Aprenda, com o silêncio, a reparar nas coisas mais simples e a valorizar o que é belo.
Aprenda, com o silêncio, que a solidão não é a pior companhia.
Jesus demonstrou a Sua grandeza, permanecendo sempre em harmonia, sem perturbar-se em momento algum. Prossigamos, buscando sempre que possível, o recolhimento e o silêncio que acalma, harmoniza e edifica.
Queridos amigos!! Quanta coisa em nossa vida, podia ser resolvida sem atropelo, discussões. Aquele monte de brigas, palavras ásperas.
Que o Senhor nos dê a graça de amar o silêncio, de procurá-lo e ter um coração protegido pela nuvem do silêncio”.
                                                                                                                          (Vozes da Paz)

terça-feira, 13 de março de 2018

O Besouro e o Gafanhoto


                       


O BESOURO E O GAFANHOTO 
                                                                   
                                                                                        Marcia Bordignon


Em uma linda floresta morava o Sr. Besouro. Era elegante, rico e dizia-se feliz por ter tudo o que sempre quis.
Um belo dia, tomando seu café da manhã, comentou com sua esposa que iria despejar seus inquilinos, para no lugar da casa, construir uma fonte de renda.
Esse inquilino por acaso era o Sr. Gafanhoto. Pobre e humilde como era, ficaria em estado de choque ao receber a notícia.

Realmente, quando o Sr. Gafanhoto recebeu pessoalmente a notícia dada pelo Sr. Besouro, quase caiu de costas. Naquela noite ninguém dormiu na casa do gafanhoto, eram lágrimas atrás de lágrimas. Mesmo assim eram felizes porque se amavam.
O tempo passou e o gafanhoto tinha de entregar a casa ao dono. Como era um senhor muito bom, prestativo e humilde, os próprios companheiros, comandados por um bando de formigas resolveram ajudá-lo. Todos os bichinhos o ajudaram com as mínimas coisas, 
enquanto o João-de-barro construía a casa.
Sr. Besouro, sentado em sua bela sala, ouviu a algazarra dos bichinhos. Sentiu uma pontinha de remorso em seu coração por ter despejado o gafanhoto, mas, orgulhoso como era, logo se esqueceu e continuou descansando.
Certo dia, Sr. Gafanhoto chegando em casa ouviu um alvoroço 
e só se escutava gritar:
-Fogo!
-Fogo? - disse o gafanhoto, tentando saber o que estava acontecendo, mas ninguém o escutava. Aflito com a situação, correu em direção a sua casa vendo-a coberta por chamas e fumaça. Pediu por socorro. Ninguém o ajudava, pois também estavam tentando se salvar.
Até que uma voz dominou a multidão:
-Vamos ajudar o gafanhoto e sua família, eles estão em perigo.
Era o besouro quem dizia.
Depois de tudo passado, o besouro chorava abraçado ao gafanhoto falando:
-Acabo de aprender uma grande lição: O amor vale mais do que todo o dinheiro do mundo, você sabe compreender e perdoar, por isso é feliz.

Assim o besouro aprendeu como é lindo amar de verdade, ajudando com bondade a todos.

Desconheço o Autor