domingo, 22 de maio de 2011

A corrida dos Sapinhos



Era uma vez uma corrida de sapinhos...O objetivo era atingir o alto de uma grande torre...Havia no local uma multidão de sapinhos para assistir.Como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem chegar ao alto da torre, o que mais se ouvia era "Que pena! Coitados dos sapinhos. Não vão conseguir e ainda vão se esborrachar no chão. Muitos sapinhos começaram a desistir.
Havia um que não desistia e tentava e tentava alcançar o topo da torre. Os sapinhos foram caindo um a um. Mas aquele sapinho persistia. Só restava ele. Horas depois, arfante, chegou ao topo da torre.
Ao final, aclamado pela multidão, perguntaram-lhe por que não havia desistido como os demais.
Foi aí que descobriram que ele era surdo.
Não permita que algumas pessoas com o péssimo hábito de desejar o mal e desmotivar os outros consigam fazê-lo desistir de seus objetivos.
Às vezes vale a pena se fazer de surdo.
Pense nisso.
(Folclore Japonês)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A borboleta azul



Charles Barreto Moudestte

Havia um viúvo que morava com suas duas jovens filhas,
meninas muito curiosas e inteligentes.
Suas filhas sempre faziam-lhe muitas perguntas. Algumas ele sabia responder,
outras não fazia a mínima idéia da resposta.
Como pretendia oferecer a melhor educação para suas filhas,
enviou-as para passar as férias com um velho sábio que morava no alto de uma colina.
Este, por sua vez, respondia todas as perguntas sem hesitar.
Já muito impacientes com essa situação, pois constataram
que o velho era realmente sábio, resolveram inventar uma pergunta
que o sábio não saberia responder.
Passaram-se alguns dias e uma das meninas
apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou para a sua irmã:
- Dessa vez o sábio não vai saber a resposta!
- O que vais fazer? – perguntou a outra menina.
- Tenho uma borboleta azul em minhas mãos.
Vou perguntar para o sábio se a borboleta está viva ou morta.
Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar para o céu.
Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente,
esmagá-la e assim matá-la.
Como conseqüência, qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.
As duas meninas foram, então ao encontro do sábio,
que encontrava-se meditando sob um eucalipto na montanha.
A menina aproximou-se e perguntou:
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio,
está ela viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você ... ela está em suas mãos ...
Assim é a nossa vida, é o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém porque deu errado.
O insucesso é apenas um oportunidade de começar novamente
com mais inteligência.
Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos).
Nossa vida estás em nossas mãos – como a borboleta azul –
Cabe a nós escolher o que fazer com ela, só a nós;
não deixemos ninguém interferir nisso.

Cada um é um Rio


O grande objetivo do rio é tornar-se mar.
Para chegar até lá é preciso que
encare muitos obstáculos: pedras, serras,
barragens construídas pela tecnologia ...
O rio não pára, caminha...
Ele sabe o que quer.
As intempéries da natureza
servem para amadurecê-lo; torná-lo mais forte.
Foi criado para ser mar.
Não perde tempo.
Não fica parado, esperando que
as pedras e as barragens saiam da frente para ele passar.
Elas não saem !
O rio as enfrenta e as rompe, e segue o seu percurso.
Afinal, a sua meta é tornar-se mar ...
“O rio atinge seu objetivo porque aprendeu a contornar os obstáculos”.
No mundo das pessoas é a mesma coisa.
Cada um é um rio. Existe para coisas grandes.
Não se pode ficar agarrado a ninharias, que nada dizem para nada servem.
As barreiras, as pedras, as intempéries
também existem no mundo das pessoas.
O importante é que cada um saiba,
como o rio, romper, vencer, contornar os obstáculos,
tendo um ideal que o impulsiona, lançando-o
para frente e para o alto ...

Vicente Carvalho