
Deixa a luz do céu entrar,
Abre bem as portas do teu coração,
E deixe a luz do céu entrar!...
Tu anseias hoje mesmo a salvação,
Tens desejo de banir a escuridão.
Abre, pois de para em par teu coração,
e deixe a luz do céu entrar.
Cristo a luz do céu em ti quer habitar,
Para as treva do pecado dissipar.
Teu caminho e coração iluminar
E deixe a luz do céu entrar!...
Deixe a luz do céu entrar... Lugar fechado onde não entra a luz do sol, é um lugar sombrio, triste, escuro, frio, sem vida, nada se pode enxergar. Ao contrário, onde há luz, há vida, alegria, calor, bem estar, vibração. Este é o sentido da escolha do nome da tela: "Lumen" = Luz, fogo, círio, vela, foco de luz.
Portanto, abra bem as portas do seu coração e deixe a luz de Deus entrar. Este cantinho, quer colaborar com você, trazendo um pouquinho de luz para iluminar seu caminho, as sombras que por ventura ainda se alojam em seu coração e que necessitam de luz.
Muito acertadamente, cabe aqui, um pequeno trecho de uma homilia do Pe. Antonio Vieira, sacerdote jesuíta, pronunciada na Capela Real, em 1655. " Para um homem se ver a si mesmo são necessárias três coisas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é noite, não pode ver por falta de luz. Logo há mister de luz, há mister de espelho e há mister de olhos. Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar o homem dentro de si, e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos, é necessário luz, e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que são o conhecimento. Ora, suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles havemos de entender que o falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?"
Todo nós já experimentamos, no mais profundo do nosso ser, a presença de uma força negativa que nos leva a rejeitar a luz, o bem, a paz. Desejamos viver a alegria e vemo-nos em meio às tristezas, fruto de nossa cegueira e de nossa opção pelas trevas. Sentimo-nos com o coração dividido.
Por alguns instantes, reconheça a sua pequenez e pobreza à luz do magnífico e misericordioso coração de Deus... Peça ao Senhor, que vá aos poucos, abrindo seus olhos e seu coração à luz de sua Palavra transformadora. Fique em paz, no coração de Deus!
“As trevas não são trevas para Ti,
E a noite é clara como o dia” (Sl 139/138, 12)
Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ