quinta-feira, 31 de julho de 2014






O homem da lanterna
           
Aquele homem simples que nem sabia falar,
tinha uma luz que naquela hora e
naquele lugar, você  não tinha.
Seu carro enguiçou e, não fosse por ele,
você teria que dormir na estrada perigosa.
Ele veio todo humilde, falando errado,
mas agindo certo, com sua luz salvadora.
Levou você a quem podia consertar seu carro e devolver você ao caminho.
Não fez nenhum discurso: só iluminou a estrada.
Você era o doutor e ele o  iletrado e o inculto.
Mas quem ficou sem luz foi você, não ele.
Quem precisou foi você e não ele!
A luz dele salvou você!
Da próxima vez que achar que só você é um iluminado
lembre-se daquele homem simples.
Ele também, na hora certa e do jeito certo
Iluminou você.
A nosso modo todos nós temos
As nossas trevas,
e à modo deles, os outros têm as suas luzes.
Por isso, dialogue e aprenda sempre.
Você nunca sabe quando vai precisar
Da luz dos outros.
Quem acha que já tem todas as luzes
de que precisa
não entendeu a vida!
Nunca seremos iluminadores se não
nos deixarmos iluminar...
 Autor desconhecido



A importância do horizonte

Certa vez, uma pessoa chegou no céu e queria falar com Deus,
 porque segundo o seu ponto de vista,
 havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido.

Deus o atendeu de imediato,
 curioso por saber qual era a falha na criação.

- Senhor Deus, sua criação é muito bonita, muito funcional,
cada coisa tem sua razão de ser,
 mas no meu ponto de vista
 tem uma coisa que não serve para nada,
 disse aquela pessoa para Deus.

- E que coisa é essa que não serve para nada? perguntou Deus.

- É o horizonte. Para que serve o horizonte?
Se eu caminho um passo em direção ao horizonte,
 ele se afasta um passo de mim.

Se caminho dez passos ele se afasta outros dez passos.
Se caminho quilômetros em direção ao horizonte,
ele se afasta os mesmos quilômetros de mim.
Isso não tem sentido.

O horizonte não serve para nada.

Deus olhou para aquela pessoa, sorriu e disse:

- É justamente para isso que serve o horizonte:
para fazer a pessoa caminhar!


Autor desconhecido

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A flor murcha como presente





A flor murcha como presente


       Certa vez, um jovem pai de família faleceu. Deixou a esposa e duas crianças, um menino de seis anos e uma menina de quatro.
   A esposa, chamada Carolina, ficou preocupada: Será que conseguirei transmitir o sentido da família? Será que, criando-os sem o pai, darei conta de manter o lar, e lhes ensinar ética, valores morais, fé e tudo o que precisam para a vida?
        O importante é tentar, pensou Carolina. E ela tentou. Durante a semana, encontrava tempo para rever os deveres escolares e discutir os desafios centrais de suas vidas infantis. Nos fins de semana, o programa infalível era a santa Missa e a catequese.
         Carolina achava importante mostrar às crianças que elas têm um Pai muito bondoso e sempre presente em suas vidas, que é Deus. E, assim, se passaram dois anos.
     Quando chegou o Dia das Mães, a escola preparou uma homenagem às mães. Seus filhos a convidaram. Na frente do auditório, havia uma mesa repleta de vasinhos de flores. Cada criança devia escolher um e dar à sua mãe. Havia begônias, margaridas, amor perfeitos, violetas, rosas...
       Quando seus filhos foram, Carolina ficou sonhando com um dos vasos mais bonitos. Mas as crianças pegaram um vaso que estava bem atrás. A planta era murcha, e nem flor tinha. Abraçaram a mãe e lhe deram o presente.
      Em casa, Carolina perguntou: “Por que, no meio de tantas flores bonitas, vocês escolheram esta?” Eles explicaram: “É porque ela está precisando da senhora, mamãe!”
    A mãe ficou muito feliz. O presente foi além daqueles vasos, mesmo os mais bonitos. Mostrou que as crianças acompanhavam o seu esforço e entendiam a linguagem da renúncia e do amor.
    Não existe uma forma de ser mãe perfeita, mas um milhão de formas de ser uma boa mãe.

Desconheço o autor