quinta-feira, 21 de maio de 2015

O mais importante é o amor






O mais importante é o amor


Moravam em uma ilha o Amor, a Alegria, a Tristeza, o Ódio e a Felicidade.
Todos viviam em harmonia até que se espalhou pelo povoado rumores de que a ilha seria inundada. Todos ficaram apavorados, exceto o Amor que, como líder de todos, procurou acalmá-los: 
- Por favor, fiquem calmos, pois tenho uma solução. Próximo daqui fica a Ilha da Sabedoria. Vamos todos nos refugiar lá. Porém, há um probleminha: temos quatro canoas e somos em cinco. Assim, alguém deverá ir de carona.
O Amor nem terminou de falar e todos correram em direção às canoas, deixando o Amor de fora.
A primeira a partir foi a Alegria. Então, o Amor lhe disse:
- Alegria, leve-me com você, pois não sobrou uma canoa para mim.
- Ah... Amor, bem que eu gostaria, mas estou tão alegre que gostaria de ir sozinha. Certamente você não se importa, não é?
- Claro que não! – disse o Amor. E a Alegria seguiu adiante.
A segunda a partir foi a tristeza, e o Amor disse:
- Tristeza, leve-me com você. Não sobrou uma canoa para mim...
- Não me peça isso, Amor, porque estou tão triste, mas tão triste, que não gostaria de lhe contagiar com minha tristeza...
E então partiu.
Logo atrás veio o Ódio.
- Ódio, leve-me com você. Não sobrou canoa para mim.
- O que é que eu tenho com isso? Não vou levar ninguém! Se você quiser, pode ir nadando!
Mas o Amor não desistiu. Foi até a Felicidade e lhe disse:
- Felicidade leve-me com você!
E a Felicidade, feliz da vida e cantando, foi-se embora e sequer ouviu o Amor.
O Amor sentou-se em uma pedra e começou a assistir o princípio da inundação lançando pedrinhas ao mar. Foi quando repentinamente apareceu um velhinho que disse:
- Hey, Amor, não sabe que a ilha será inundada?
- Sim! respondeu o Amor. - Acontece é que meus companheiros foram embora para a Ilha da Sabedoria e não sobrou canoa para mim.
- Suba em minha canoa e eu lhe dou uma carona.
E, assim, partiram.
Ao chegar à ilha, o Amor encontrou seus companheiros. Abraçaram-se e beijaram-se. Foi quando o Amor se deu conta de que não havia agradecido àquele bom velhinho, do qual sequer sabia o nome. Foi então até a Sabedoria e lhe disse:
- Sabedoria, tu que tudo sabes, responda-me. Eu estava naquela ilha sozinho, perdido, sem saber o que fazer, quando surgiu um velhinho que me amparou. Fiquei tão feliz que esqueci de perguntar seu nome e lhe agradecer. Você saberia dizer quem era ele?
- Claro que sim, Amor! O nome dele é Tempo, pois só o tempo é capaz de compreender um verdadeiro amor.
Autor: Desconhecido

sábado, 9 de maio de 2015

Pedro e seu machado



Pedro e seu machado

Pedro, um lenhador, após um grande trabalho em uma área de desmatamento, se viu desempregado. Após tanto tempo cortando árvores, entrou no corte! A madeireira precisou reduzir custos...
Saiu, então, à procura de nova oportunidade de trabalho. Seu tipo físico, porém, muito franzino, fugia completamente do biotipo de um lenhador. Além disso, o machado que carregava era desproporcional ao seu tamanho. Aqueles que conheciam Pedro, entretanto, julgavam-no um ótimo profissional.
Em suas andanças, Pedro chegou a uma área reflorestada que estava começando a ser desmatada. Apresentou-se ao capataz da madeireira como um lenhador experiente. E ele o era! O capataz, após um breve olhar ao tipo miúdo do Pedro e, com aquele semblante de selecionador implacável, foi dizendo que precisava de pessoas capazes de derrubar grandes árvores, e não de "catadores de gravetos".
         Pedro, necessitando do emprego, insistiu. Pediu que lhe fosse dada uma oportunidade para demonstrar sua capacidade. Afinal, ele era um profissional experiente! Com relutância, o capataz resolveu levar Pedro à área de desmatamento. E só fez isso pensando que Pedro fosse servir de chacota aos demais lenhadores. Afinal, ele era um fracote...
Sob os olhares dos demais lenhadores, Pedro se postou frente a uma árvore de grande porte e, com o grito de "madeira", deu uma machadada tão violenta que a árvore caiu logo no primeiro golpe. Todos ficaram atônitos!
Como era possível tão grande habilidade e que força descomunal era essa, que conseguira derrubar aquela grande árvore numa só machadada? Logicamente, Pedro foi admitido na madeireira. Seu trabalho era elogiado por todos, principalmente pelo patrão, que via em Pedro uma fonte adicional de receita.
O tempo foi passando e, gradativamente, Pedro foi reduzindo a quantidade de árvores que derrubava. O fato era incompreensível, uma vez que Pedro estava se esforçando cada vez mais.
Um dia, Pedro se nivelou aos demais. Dias depois, encontrava-se entre os lenhadores que menos produziam... O capataz que, apesar da sua rudeza, era um homem vivido, chamou Pedro e o questionou sobre o que estava ocorrendo. "Não sei", respondeu Pedro, "nunca me esforcei tanto e, apesar disso, minha produção está decaindo".
O capataz pediu, então, que Pedro lhe mostrasse o seu machado. Quando o recebeu, notando que ele estava cheio de "dentes" e sem o "fio de corte", perguntou ao Pedro: "Por que você não afiou o machado?".
Pedro, surpreso, respondeu que estava trabalhando muito e por isso não tinha tido tempo de afiar a sua ferramenta de trabalho. O capataz ordenou que Pedro ficasse no acampamento e amolasse seu machado. Só depois disso ele poderia voltar ao trabalho. Pedro fez o que lhe foi mandado.
Quando retornou à floresta, percebeu que tinha voltado à forma antiga conseguia derrubar as árvores com uma só machadada.
A lição que Pedro recebeu cai como uma luva sobre muitos de nós, preocupados em executar nosso trabalho ou, pior ainda, julgando que já sabemos tudo o que é preciso, deixamos de "amolar o nosso machado", ou seja, deixamos de atualizar nossos conhecimentos.
Sem saber por que, vamos perdendo posições em nossas empresas ou nos deixando superar pelos outros. Em outras palavras, perdemos a nossa potencialidade. 
Muitos avaliam a experiência que possuem pelos anos em que se dedicam àquilo que fazem. Se isso fosse verdade, aquele funcionário que aprendeu, em 15 minutos, a carimbar os documentos que lhe chegam às mãos, depois de 10 anos na mesma atividade poderia dizer que tem 10 anos de experiência. Na realidade, tem 15 minutos de experiência repetida durante dez anos.
A experiência não é a repetição monótona do mesmo trabalho, e sim a busca incessante de novas soluções, tendo coragem de correr riscos que possam surgir. É "perder tempo" para afiar o nosso machado.

         Autor desconhecido