terça-feira, 26 de setembro de 2017

Os olhos de quem vê


Os olhos de quem vê
 
         Um dia, um pai de família rica, grande empresário, levou seu filho para viajar até um lugarejo com o firme propósito de mostrar-lhe o quanto as pessoas podem ser pobres. Seu objetivo era convencer o filho da necessidade de valorizar os bens materiais que possuía, seu status e prestígio social. O pai queria desde cedo passar esses valores para seu herdeiro.
       Eles ficaram um dia e uma noite numa pequena casa de taipa, de um morador da fazenda de seu primo.
Quando retornavam da viagem, o pai perguntou ao filho:
       – E aí filhão, como foi a viagem para você?
       – Muito boa, papai.
       – Você viu a diferença entre viver na riqueza e viver na pobreza? 
       – Sim pai... - Retrucou o filho, pensativamente. 
       – E o que você aprendeu com tudo o que viu naquele lugar tão pobre? 
       O menino respondeu: 
      – É pai, pude ver muitas coisas...
        Vi que nós temos só um cachorro em casa, enquanto eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança metade do jardim, e eles têm um riacho sem fim. 
Nós temos uma varanda coberta e iluminada com lâmpadas fluorescentes e eles têm as estrelas e a lua no céu.
       Nosso quintal vai até o portão de entrada e eles têm uma floresta inteirinha. Nós temos alguns canários numa gaiola e eles têm todas as aves que a natureza pode oferecer-lhes, soltas!
O filho suspirou e continuou: 
     – E além do mais, papai, observei que eles oram antes de qualquer refeição, enquanto nós sentamos à mesa e falamos de negócios e eventos sociais. Então comemos, empurramos o prato e pronto!
       No quarto onde fui dormir com o Tonho, passei vergonha, pois não sabia sequer orar, enquanto ele se ajoelhou e agradeceu a Deus por tudo, inclusive por nossa visita. Lá em casa, vamos para o quarto, deitamos,
 assistimos TV e dormimos. 
      Outra coisa papai, eu dormi na rede do Tonho e ele dormiu no chão, pois não havia rede para cada um de nós. Na nossa casa, colocamos nossa empregada para dormir naquele quarto onde guardamos entulho, apesar de termos camas macias e cheirosas sobrando.
       Conforme o garoto falava, o pai ficava constrangido, enrubescido e envergonhado. O filho, em sua sábia ingenuidade e brilhante desabafo,
 abraçou o pai e ainda acrescentou: 
      – Obrigado papai, por ter me mostrado o quanto somos pobres!
      Não é o que você tem, o que faz ou onde está, que irá determinar sua felicidade, mas o que você pensa sobre isto. 

       Tudo o que você tem depende da maneira como enxerga e valoriza. 
Se você tem amor e sobrevive nesta vida com dignidade, 
tem atitudes positivas e partilha com benevolência suas coisas, 
então você tem tudo!
Autor: Desconhecido

domingo, 10 de setembro de 2017

O diálogo é a porta da reconciliação







O diálogo é a porta para a reconciliação
Certa vez, houve uma discussão feia entre um casal, e a esposa parou de falar com o marido. Passou um dia, dois, três dias... nada. Ela cumpria todos os seus deveres, mas sem falar com ele.
Então o esposo teve uma ideia. À noite, quando os dois estavam no quarto, ele abriu o guarda-roupa e começou a puxar as gavetas, como se estivesse procurando algo. Tirava objetos, colocava-os de novo no lugar... Era uma procura sem fim.
Até que ela não resistiu e lhe perguntou: “O que você está procurando? ” Ele sorriu e disse: “Ô querida, já achei. Eu estava procurando a sua voz! ”
Os casais precisam encontrar saídas melhores para resolver os impasses na convivência matrimonial. E nunca interromper o diálogo com as pessoas com quem convivemos, pois, o diálogo é a porta pela qual passam as tentativas de reconciliação. Se conversamos pode ser que uma desavença seja esclarecida, sem conversar é certo que ela não será esclarecida.
Maria Santíssima passou por vários problemas familiares, mas nunca interrompeu o diálogo com ninguém. Que ela nos ajude.
Historinhas do Pe. Queiroz


sábado, 2 de setembro de 2017

A Águia e a Coruja


       A águia e a coruja

Águia, rainha dos ares, caçadora! Por favor, não venhas a devorar meus pimpolhos! Assim implorou um dia a coruja a Sua Majestade.


Com tais respeitos, a águia concedeu: Sim! Respeitarei teus corujinhos. Basta que os mostres ou me descrevas como são...

 Com medo de exibir seu ninho, a coruja se explicou: 
São os filhotes de passarinho mais lindos e rechonchudos do mundo!E lá se foi a trabalhar e a águia a caçar. Em pouco a soberana da caça encontrou o ninho da coruja e olhou bem: 

Essas miniaturas de dinossauro sem penas não podem ser os filhotes da minha admiradora coruja! E foi um belo manjar para o papo!
Quando a coruja voltou e não achou os seus filhos, soltou seus gritos desesperados e atraiu a águia de volta que lhe replicou:
Tu disseste que eram teus filhos os mais lindos passarinhos do mundo! Se te explicasses melhor, na certa eu os teria poupado!
Conclui o fabulista:
 - Para quem ama, o feio, bonito lhe parece. Em outras versões se explica que bonito e feio são conceitos subjetivos e de pouco valor para quem nos ouve. Bem que poderiam os reformadores sociais entender a fábula e não querer devorar os seus semelhantes em nome de conceitos de ódio, inveja, arbitrariedade e rapinagem. Perceberiam que seus ideais são como miniaturas de dinossauros para os outros enquanto eles acreditam que são os mais belos corujinhos do mundo!

La Fontaine