sábado, 2 de setembro de 2017

A Águia e a Coruja


       A águia e a coruja

Águia, rainha dos ares, caçadora! Por favor, não venhas a devorar meus pimpolhos! Assim implorou um dia a coruja a Sua Majestade.


Com tais respeitos, a águia concedeu: Sim! Respeitarei teus corujinhos. Basta que os mostres ou me descrevas como são...

 Com medo de exibir seu ninho, a coruja se explicou: 
São os filhotes de passarinho mais lindos e rechonchudos do mundo!E lá se foi a trabalhar e a águia a caçar. Em pouco a soberana da caça encontrou o ninho da coruja e olhou bem: 

Essas miniaturas de dinossauro sem penas não podem ser os filhotes da minha admiradora coruja! E foi um belo manjar para o papo!
Quando a coruja voltou e não achou os seus filhos, soltou seus gritos desesperados e atraiu a águia de volta que lhe replicou:
Tu disseste que eram teus filhos os mais lindos passarinhos do mundo! Se te explicasses melhor, na certa eu os teria poupado!
Conclui o fabulista:
 - Para quem ama, o feio, bonito lhe parece. Em outras versões se explica que bonito e feio são conceitos subjetivos e de pouco valor para quem nos ouve. Bem que poderiam os reformadores sociais entender a fábula e não querer devorar os seus semelhantes em nome de conceitos de ódio, inveja, arbitrariedade e rapinagem. Perceberiam que seus ideais são como miniaturas de dinossauros para os outros enquanto eles acreditam que são os mais belos corujinhos do mundo!

La Fontaine

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