segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O fósforo e a vela


Autor desconhecido

Chegou o dia em que o fósforo disse à vela:
“eu tenho a tarefa de acender-te”.
Assustada a vela respondeu:
“Não, isto não! Se eu estou acesa, então meus dias estão contados.
ninguém vai mais admirar a minha beleza”...
O fósforo perguntou:
“Tu preferes passar a vida inteira inerte e sozinha, sem ter experimentado a vida?
“Mas, queimar dói e consome as minhas forças”, sussurrou a vela insegura e apavorada.
“É verdade”, respondeu o fósforo,
“mas é este o segredo de nossa vocação.
Somos chamados para ser LUZ!
O que eu posso fazer é pouco...
Se não te acender, eu perco o sentido da minha vida.
Eu existo para acender o fogo.
Tu és uma vela; tu existes para iluminar os outros, para aquecer...
Tudo o que tu ofereceres através da dor,
do sofrimento e do seu empenho,
será transformado em LUZ.
Tu não te acabarás consumindo-te pelos outros.
Outros passarão o teu fogo adiante.
Só quando tu te recusares, então morrerás” !
Em seguida
a vela afinou o seu pavio e disse cheia de expectativa:

“Eu te peço: acenda-me” !