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Arriscar
e vencer
Em certa aldeia do Benin viviam
três rapazes muito tristes. Parecia que tudo lhes dava errado na vida. Eram pobres: um
possuía apenas um remo; o outro, uma flecha e um arco; e o terceiro, um
turbante. Sonhavam com uma vida rica e com tudo de bom... Mas sentiam-se
angustiados, pois se julgavam incapazes.
Um dia, um sábio
ancião decidiu ajudá-los a perceber que tinham muito valor. Lançou-lhes um
desafio: atravessar um rio fundo usando apenas o que tinham.
Ficaram
apreensivos, cheios de medo.
Porém, um deles
encheu-se de coragem, procurou um tronco, lançou-o na água e começou a remar
até chegar ao lado oposto…
O segundo
viu, do outro lado do rio uma árvore
muito alta. Pegou sua flecha e mirou a árvore, que caiu atravessada entre as
duas margens. Correu por cima dela e atravessou o rio.
O terceiro
ganhou coragem, atou uma pedra na ponta do turbante, que era uma tira bem
comprida, e deu-lhe um nó de correr. Atirou a ponta para a outra margem, prendeu-a no ramo de uma árvore.
Amarrou a outra ponta do lado de cá e, agarrado ao turbante, conseguiu
atravessar o rio.
Os três se
abraçaram felizes. Conseguiram superar o obstáculo!
O Sábio ancião
sorriu e disse-lhes:
“ A
Vida é como um rio: quem arrisca e usa dos recursos e valores que possui, consegue
sempre vencer!”
(
Mundo e Missão Jovem - 2008, pg. 56 ).
Acolha
esta parábola em seu coração e escute o que ela tem a lhe contar e você
estará escutando a sua própria história.
Esta
pequena história ajuda a pessoa a
“despertar”, a “acordar” para a realidade de sua grandeza como filho/a de Deus,
da riqueza do seu potencial com que foi agraciado pelo Criador. Faz ver as luz
que somos para nós mesmos/as e para os outros, reconhecendo que somos melhores
e mais capazes do que supomos; faz tomar consciência de que a maturidade e
nosso crescimento espiritual depende muito de cada um/a. Para bem construir é
necessário nossa contribuição, pois as coisas não caem prontinhas do alto. É preciso
vigiar, estar atento/a a tudo o que se passa no meu interior; saber ler a “ Teografia”...
Téo = Deus; grafia= escrita. Saber ler as marcas do
Criador na minha vida, na minha
história.
“Frutificai
e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”...( Gn 1, 28 ).
Frutificai, isto é, produzi
frutos, desenvolvei vossos talentos... Crescei... não só fisicamente, mas na
responsabilidade, na maturidade, na espiritualidade; produzi frutos, isto é,
descobrir seus dons e colocá-los a serviço dos outros, da humanidade.
“Enchei
e dominai a terra”... Isto é, cresçam,
busquem, dominem a matéria no sentido de servir, de tornar o mundo melhor... e
nunca de exercer o domínio, manipular os
irmãos, explorar, comandar, exercer o
“poder” sobre quem quer que seja.
Mas,
não contentar-se com a mesmice de sempre, com vôos rasantes, e sim buscar
sempre mais a luz do alto para melhor viver o Projeto do Criador, a serviço do
Reino e dos irmãos.
Afinal,
para que estou neste mundo?
Voltando
o olhar para dentro de mim, vou
descobrindo os dons que posso ir desenvolvendo para colocá-los a serviço dos
outros. Percebendo assim que tenho valores, que sou capaz de vencer os
obstáculos ou contorná-los... Caso contrário, levarei comigo para o túmulo;
terei sufocado os dons e talentos recebidos, muitas vezes, por medo de tentar,
por medo de enfrentar o público, medo do fracasso, de me expor diante dos
outros, ou simplesmente por ser acomodado/a. É melhor continuar adormecido/a,
na mesmice de sempre, do que sair do meu centro.
Que tal?
Reflita um pouco sobre tudo isso e veja
o que você pode mudar, o que você pode partilhar, dividir para o bem da sua
família, da comunidade e da sociedade .

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