domingo, 3 de junho de 2012

Arriscar e vencer




Arriscar e vencer

Em certa aldeia do Benin viviam três rapazes muito tristes. Parecia que tudo lhes dava errado na vida. Eram pobres: um possuía apenas um remo; o outro, uma flecha e um arco; e o terceiro, um turbante. Sonhavam com uma vida rica e com tudo de bom... Mas sentiam-se angustiados, pois se julgavam incapazes.
Um dia, um sábio ancião decidiu ajudá-los a perceber que tinham muito valor. Lançou-lhes um desafio: atravessar um rio fundo usando apenas o que tinham.
Ficaram apreensivos, cheios de medo.                             
Porém, um deles encheu-se de coragem, procurou um tronco, lançou-o na água e começou a remar até chegar ao lado oposto…
O segundo viu,  do outro lado do rio uma árvore muito alta. Pegou sua flecha e mirou a árvore, que caiu atravessada entre as duas margens. Correu por cima dela e atravessou o rio.
O terceiro ganhou coragem, atou uma pedra na ponta do turbante, que era uma tira bem comprida, e deu-lhe um nó de correr. Atirou a ponta para a outra  margem, prendeu-a no ramo de uma árvore. Amarrou a outra ponta do lado de cá e, agarrado ao turbante, conseguiu atravessar o rio.
Os três se abraçaram felizes. Conseguiram superar o obstáculo!
O Sábio ancião sorriu e disse-lhes:
“ A Vida é como um rio: quem arrisca e usa dos recursos e valores que possui, consegue sempre vencer!”
                       ( Mundo e Missão Jovem  - 2008, pg. 56 ).

Acolha esta parábola em seu coração e escute o que ela tem a lhe contar  e você  estará escutando a sua própria história.
Esta pequena história ajuda a pessoa  a “despertar”, a “acordar” para a realidade de sua grandeza como filho/a de Deus, da riqueza do seu potencial com que foi agraciado pelo Criador. Faz ver as luz que somos para nós mesmos/as e para os outros, reconhecendo que somos melhores e mais capazes do que supomos; faz tomar consciência de que a maturidade e nosso crescimento espiritual depende muito de cada um/a. Para bem construir é necessário nossa contribuição, pois as coisas não caem prontinhas do alto. É preciso vigiar, estar atento/a a tudo o que se passa no meu interior; saber ler a “ Teografia”... Téo = Deus; grafia= escrita. Saber ler as marcas do
Criador na minha vida, na minha história.
         “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”...( Gn 1, 28 ).
Frutificai, isto é, produzi frutos, desenvolvei vossos talentos... Crescei... não só fisicamente, mas na responsabilidade,  na maturidade,  na espiritualidade; produzi frutos, isto é, descobrir seus dons e colocá-los a serviço dos outros, da humanidade.
         “Enchei e dominai a terra”... Isto é,  cresçam, busquem, dominem a matéria no sentido de servir, de tornar o mundo melhor... e nunca de exercer o domínio,  manipular os irmãos, explorar,  comandar, exercer o “poder” sobre quem quer que seja.
         Mas, não contentar-se com a mesmice de sempre, com vôos rasantes, e sim buscar sempre mais a luz do alto para melhor viver o Projeto do Criador, a serviço do Reino  e dos irmãos.
         Afinal, para que estou neste mundo?
         Voltando o olhar para dentro de mim,  vou descobrindo os dons que posso ir desenvolvendo para colocá-los a serviço dos outros. Percebendo assim que tenho valores, que sou capaz de vencer os obstáculos ou contorná-los... Caso contrário, levarei comigo para o túmulo; terei sufocado os dons e talentos recebidos, muitas vezes, por medo de tentar, por medo de enfrentar o público, medo do fracasso, de me expor diante dos outros, ou simplesmente por ser acomodado/a. É melhor continuar adormecido/a, na mesmice de sempre, do que sair do meu centro.
Que tal? Reflita um pouco sobre  tudo isso e veja o que você pode mudar, o que você pode partilhar, dividir para o bem da sua família, da comunidade e da sociedade .

                                    Ir. Teresa Cristina Potrick,ISJ

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