O cesto furado e
sujo
Certa vez, em um mosteiro, um noviço chegou para o
mestre e disse: “Padre mestre, penso que não tenho vocação. Não consigo guardar
na memória o que leio na Bíblia, nem as palestras do senhor”.
O mestre não respondeu imediatamente a questão.
Apenas disse ao jovem: “Pegue aquele cesto de junco, desça ao riacho, encha-o
de água e traga aqui”.
O noviço olhou para o cesto, todo furado e sujo, e
achou muito estranha a ordem. Mas obedeceu. Desceu ao riacho, encheu o cesto de
água e começou a subir. Quando chegou até o mestre já não havia água, pois se
escorreu toda pelos buracos.
O mestre lhe pediu que repetisse a viagem. O noviço
voltou ao riacho, afundou o cesto na água, encheu-o e veio trazendo. Mas
novamente chegou com o cesto vazio.
Então o mesmo perguntou: “Meu filho, o que você aprendeu?
” O rapaz respondeu na hora: “Que cesto de junco não transporta água”.
O mestre lhe disse: “Olhe para o cesto. Vê alguma diferença?
” O noviço olhou e disse com um sorriso: “Vejo que o cesto, que antes estava
todo sujo e empoeirado, agora está limpo. Se a água não chegou aqui, pelo menos
lavou o cesto! ”
O mestre concluiu: “Nada importa que você não
consiga guardar na memória os textos bíblicos e as palestras; o importante é que
a sua vida fique limpa diante de Deus”.
Em relação ao Evangelho, podemos dizer também:
Importa obedecer às Leis de Deus, mesmo que não as entendamos na hora. Deus, o
legislador, é mais inteligente que nós, e sabe que seus mandamentos, se não
transportam água, pelo menos lavam o cesto.
Isabel elogiou a fé da sua prima Maria Santíssima:
“Feliz aquele que acreditou, pois aquilo que lhe foi dito da parte do Senhor
será cumprido” (Lc 1,45). Maria nunca vacilou na fé, nem na hora mais difícil,
que foi a cruz. Que ela nos ajude a crescer na fé.
Ignoro o autor
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