domingo, 2 de março de 2014

As Cisternas que se comunicavam


As cisternas que se comunicavam

          Em certa região, havia muitas cisternas. Todas tinham aquela borda, de mais ou menos um metro de altura, feitas de tijolos, que em alguns lugares é chamada de boca da cisterna.

          As bordas eram todas pintadas e enfeitadas, cada uma de um jeito diferente, numa espécie de competição entre as cisternas. Afinal, era o que todo mundo via.

         Algumas até preenchiam a parte interna da borda com algum objeto bonito, para chamar a atenção, se alguém se aproximasse e olhasse para dentro. As cisternas chegaram até a esquecer do principal delas, que é a água.

          Um dia, uma delas, no afã de se enfeitar, tocou a água lá no fundo e teve uma sensação de paz maravilhosa.

         Molhou-se toda e percebeu que se refrescou do calor do sol. Ela experimentou uma felicidade que nunca sentira.

      Resolveu tirar um pouco de água e jogar na terra, em volta de si mesma.               Resultado: 
      Começaram a brotar flores e grama, ficando tudo verde e bonito. As outras cisternas viram aquela transformação e imitaram. Assim, toda a região tornou-se um jardim.

O interessante foi que elas, um dia, descobriram que eram unidas, pois a água que tinham, vinha de uma fonte subterrânea só, que estava na montanha ao lado. Sentiram-se irmãs e começaram a valorizar a montanha.

As cisternas somos nós. Preocupados com a nossa aparência, esquecemo-nos da Água Viva que trazemos dentro de nós. Isto gera um vazio insaciável, que vai encobrindo a graça de Deus, e assim não descobrimos a nossa identidade mais bela:

Somos filhos de Deus.

Autor desconhecido




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