As cisternas que se comunicavam
As bordas eram todas pintadas e enfeitadas, cada uma de um jeito diferente, numa espécie de competição entre as cisternas. Afinal, era o que todo mundo via.Algumas até preenchiam a parte interna da borda com algum objeto bonito, para chamar a atenção, se alguém se aproximasse e olhasse para dentro. As cisternas chegaram até a esquecer do principal delas, que é a água.
Um dia, uma delas, no afã de se enfeitar, tocou a água lá no fundo e teve uma sensação de paz maravilhosa.
Molhou-se toda e percebeu que se refrescou do calor do sol. Ela experimentou uma felicidade que nunca sentira.
Resolveu tirar um pouco de água e jogar na terra, em volta de si mesma. Resultado:
O interessante foi que elas, um dia, descobriram que eram unidas, pois a água que tinham, vinha de uma fonte subterrânea só, que estava na montanha ao lado. Sentiram-se irmãs e começaram a valorizar a montanha.
As cisternas somos nós. Preocupados com a nossa aparência, esquecemo-nos da Água Viva que trazemos dentro de nós. Isto gera um vazio insaciável, que vai encobrindo a graça de Deus, e assim não descobrimos a nossa identidade mais bela:
Autor desconhecido
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