A
criação é um livro de sinais
Manuel
Eduardo Iglesias, SJ
Tu, meu Deus, sílabas
a alva igual
que uma palavra,
pronuncias o mar como
sentença,
sussurras o vento,
cantas os pássaros,
soletras as estrelas,
dizes o amor,
falas: Jesus Cristo,
articulas meu ser.
Tu manifestas tua
glória,
- rosto do teu amor-,
ansioso de nos
comunicar a beleza infinita do SER
que a minha pequenez
não pode conter.
Um dia capto apenas
uma nota e vibro.
Outro dia, um gemido e
choro.
Outro, uma melodia e
pulo de alegria.
E Tu, com paciência,
esperas
que eu consiga abrir
os olhos da alma!
Não cansas de bater na
porta dos meus
ouvidos ensurdecidos;
tocar minha
sensibilidade adormecida;
oferecer o sabor de
uma vida verdadeiramente humana.
Tarde te amei,
Ó Beleza tão antiga e
tão nova!
Como, Senhor, seria
maravilhoso
aguçar meus sentidos e
absorver
tudo o que minha
pequenez puder captar do infinito.
Só assim poderei
passar para os outros o dom que é palavra
revelando o quanto
cada pessoa é preciosa aos Teus olhos.
Fala para nós, Senhor,
cada dia,
aquela palavra eficaz:
EFATÁ!
ABRE-TE!
.gif)
Nenhum comentário:
Postar um comentário