O dom da partilha
Certa
vez, passeando por esses campos de Deus, um galo encontrou um ovo de avestruz
e, naturalmente, ficou admirado com o que viu. E, como o seu grupo trabalhava com coisas
semelhantes, decidiu levá-lo ao galinheiro.
Chegando a seu
reino, reuniu todas as galinhas e, depositando entre elas o ovo de avestruz,
falou-lhes desta maneira: “Por favor,
entendam-me... Não se trata de criticar o que se faz em casa; no
entanto, gostaria que vissem o que estão fazendo em outros lugares...”.
A partir daquele dia, conclui a história, começou a
reinar no galinheiro um clima de
depressão e, até mesmo, de complexo de inferioridade.
Todas as pessoas são diferentes e por isso não devem ser
enquadradas numa mesma medida. Cada pessoa deve responder às capacidades
recebidas.
“Quem muito recebeu, de muito deverá prestar contas”,
observa o Evangelho. Aquele que recebeu dez talentos, lembra parábola deverá restituir outros dez; aquele
que recebeu cinco, fica responsável apenas um, fará sua obrigação, se responder
com mais um.
Na parábola do semeador, o próprio Cristo admite que um grão
possa produzir 100, outro sessenta, e um terceiro, apenas um. O erro fatal é
enterrar o tesouro. Isso significa guardá-lo egoisticamente para si.
Partilhar é a
grande lei, o grande dom.
( Livro: Sabedoria da Vida – histórias que
ensinam. Itamar Vian )
Para refletir:
1.
Diz um filósofo:
“Homem. Conhece=te a ti mesmo”. O que você
entende por conhecer-se?
2.
Você já percebeu
que é uma pessoa única, com dons próprios?
3.
Já identificou seus talentos? Em que você os aplica?
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